Polícia Civil do DF conclui que Joice Hasselmann “caiu da própria altura” e não sofreu agressões

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ANA MARIA CAMPOS

Foi uma queda. Essa é a conclusão da 2ª Delegacia de Polícia Civil, que investigou as causas dos ferimentos ocorridos na deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Não houve agressor. A conclusão foi “queda da própria altura”, possivelmente decorrente dos efeitos de remédio para dormir.

No caso, não se evidenciou quaisquer elementos que apontassem para a prática de violência doméstica ou atentado/agressão por parte de terceiros.

O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público e corre em segredo de justiça.

Agressões no apartamento funcional

A deputada prestou depoimento à Polícia Civil no final de julho sobre as lesões que sofreu em seu apartamento funcional, na Asa Sul. A parlamentar afirma ter dormido durante sete horas, e quando acordou, estava em volta em uma poça de sangue. Exames realizados em um hospital da capital apontaram cinco fraturas, além de um corte no rosto da congressista e uma lesão nas costelas.

De acordo com Joice, no momento do fato apenas ela e o marido, o neurocirurgião Daniel França, estavam no apartamento. Ela negou que o marido tenha sido o autor das lesões.

A parlamentar deixou claro não se lembrar exatamente do que ocorreu, apenas de dormir em um dos quartos do apartamento enquanto assistia tevê no sábado (17/7) — Joice dorme em quarto separado do marido,  por conta do ronco do homem, como relatou a própria parlamentar.

Após acordar (já no domingo), Joice percebeu o sangue pela casa e acionou o marido, que lhe fez curativos e a medicou. Na terça-feira (20/7), a deputada procurou o Hospital Sírio-Libanês, que constatou as lesões.

Ao contrário do que diz o laudo da Polícia Civil, Joice comentou que não era possível que as lesões fossem causadas por uma queda. “É improvável que eu tenha conseguido cair de jeitos diferentes para lesionar tantas partes do meu corpo. Um dos médicos que me atendeu perguntou se eu levei chutes. Mas não posso acusar sem provas. Não me lembro de nada”, explicou.

Após o episódio, a parlamentar buscou um segurança particular em São Paulo, não dorme mais sozinha, trocou as fechaduras da casa e diz que passará a andar armada.

Em nota, a assessoria da deputada Joice Hasselmann afirmou que a tese da Polícia Civil foi considerada “menos provável pelos médicos mediante o número de traumas constatados nas fotografias”.

A seguir a íntegra:

*NOTA*

Informamos que deputada federal Joice Hasselmann e sua defesa técnica tomaram conhecimento do desfecho da investigação.

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que o incidente sofrido por ela, no dia 18 de julho, causando cinco fraturas no rosto e uma na coluna, foi resultado de uma queda da própria altura – hipótese inicialmente considerada menos provável pelos médicos mediante o número de traumas constatados por tomografias.

Joice reitera sua confiança no trabalho da polícia. Depois do fato, porém, reforçou a segurança em seu apartamento por conta da vulnerabilidade dos imóveis funcionais. Os apartamentos não possuem câmeras em pontos fundamentais, como as escadas internas e vãos dos corredores que dão acesso às portas de entrada. Já há um encaminhamento feito pela Procuradoria da Mulher para a presidência da Câmara que pede a instalação de novos equipamentos para garantir a segurança.

*Assessoria de Comunicação*
*Deputada Federal Joice Hasselmann*

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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Ana Maria Campos
Tags: agressões Joice Hasselmann Polícia Civil do DF queda da própria altura remédios

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