Polícia faz busca e apreensão em produtora do Na Praia

Compartilhe

ANA MARIA CAMPOS

A Polícia Civil do DF deflagrou nesta manhã (18/09) a Operação Praia de Goa, para combater crimes na contratação e execução de projetos culturais aprovados pela Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural da Secretaria de Cultura. São cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Brasília.

A investigação está centrada na concessão de benefícios à empresa R2 Produções,  responsável pela realização do evento Na Praia. Entre os alvos dos mandados de busca, estão as residências dos sócios e funcionários da R2, Secretarias de Cultura, em outros órgãos públicos e em empresas prestadoras de serviço.

A investigação está a cargo da Divisão de Repressão à Corrupção e aos Crimes contra a Administração Pública (Dicap) da Coordenação de Combate ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR). O Ministério Público do DF (MPDFT) acompanha as investigações.

O nome da operação faz referência à praia da Índia que, apesar de à primeira vista parecer um refúgio espiritual, é bastante poluída.

De acordo com as investigações, iniciadas em 2017, há suspeita de que a produtora R2 estaria fraudando a Lei de Incentivo à Cultura por meio do superfaturamento de produtos e serviços prestados nos eventos Na Praia Social, Na Praia Cultural e Carnaval no Parque, vinculado às festas Na Praia e Carnaval no Parque.

Os eventos relacionados à R2 receberam mais de R$ 3,5 milhões da Lei de Incentivo à Cultura. A investigação indica que, apesar de serem destinados ao custeio de projetos sociais, os recursos eram utilizados para arcar com os eventos particulares promovidos pela R2, com cobrança de ingressos a preços de até R$ 300 para entrada em shows.

Sobre o assunto, a R2 divulgou a seguinte nota:

A R2 produções manifesta absoluta surpresa e incompreensão diante da desproporcional medida anunciada na manhã desta terça-feira (18). A empresa jamais foi chamada a prestar qualquer tipo de esclarecimento e nenhum dos sócios foi instado a dar informações. Todos os documentos relativos aos projetos da empresa são públicos e sujeitos a qualquer tipo de apuração. As prestações de contas dos empreendimentos atendem ao calendário legal e não há pendências em relação às mesmas. A empresa reitera a integral lisura de suas atividades, sua postura colaborativa com a justiça e demais instituições e permanece à disposição para ajudar na elucidação deste ou de qualquer outro procedimento.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Posts recentes

  • CB.Poder

STJ nega usucapião de terreno da Caesb ocupado pelo presidente da CLDF

ANA MARIA CAMPOS A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta tarde…

3 horas atrás
  • CB.Poder

Sindicato dos Delegados defende Pablo Aguiar, criticado pela defesa de Pedro Turra

ANA MARIA CAMPOS O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Distrito Federal, Sindepo-DF saiu…

10 horas atrás
  • CB.Poder

MPDFT denuncia Pedro Turra por homicídio doloso qualificado

ANA MARIA CAMPOS O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou denúncia contra…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Georges Seigneur é reeleito presidente do LUME/CNPG

O procurador-geral de Justiça do Distrito Federal, Georges Seigneur, foi reeleito, nesta quarta-feira (11/02)  presidente…

1 dia atrás
  • CB.Poder

TJDFT vai julgar nesta quinta-feira habeas corpus de Pedro Turra

ANA MARIA CAMPOS A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Candidato em 2022, delegado Pablo Aguiar recusa convite para disputar eleição neste ano

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL Na última eleição, o delegado Pablo Aguiar concorreu a um mandato…

1 dia atrás