Paula Belmonte: “Minha decisão está tomada. Vou disputar o Governo do DF”

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ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL

Entrevista: Paula Belmonte, pré-candidata do PSDB ao Palácio do Buriti

“Minha decisão está tomada há muito tempo. Quando me filiei ao PSDB, foi com um compromisso público de disputar o Governo do Distrito Federal”

Sua participação na chapa majoritária como vice é o sonho de vários candidatos. Você está discutindo essa possibilidade?

Eu recebo esses convites com muito respeito, porque entendo que refletem um reconhecimento ao trabalho que tenho feito nesses anos de mandato, na Câmara Legislativa e, antes disso, na Câmara dos Deputados. Mas minha decisão está tomada há muito tempo. Quando me filiei ao PSDB, foi com um compromisso público de disputar o Governo do Distrito Federal, porque acredito que Brasília precisa de um novo projeto e de uma nova forma de governar, mais próxima das pessoas e mais comprometida com resultado. Não estou construindo uma candidatura para ser vice. Estou construindo um projeto para governar o Distrito Federal. E acho importante dizer também que já passou da hora de as mulheres ocuparem espaços de protagonismo na política, de serem cabeça de chapa, e não apenas lembradas na hora de escolher um vice.

Pretende mesmo ser candidata ao GDF?

Sim, e falo isso sem nenhuma hesitação. É uma decisão que já tomei e que venho amadurecendo com trabalho concreto, não com discurso. Tenho passado os últimos meses estudando a fundo os problemas do Distrito Federal, ouvindo as pessoas, visitando regiões administrativas, construindo soluções para as dores da população, em áreas como saúde, educação, segurança e mobilidade. Eu quero apresentar às pessoas uma alternativa real, com soluções plano de governo, com experiência de fiscalização e com compromisso de fazer diferente. Essa é a candidatura que estou construindo, com muita seriedade.

Entre os pré-candidatos ao GDF com quem você toparia uma aliança?

Prefiro não citar nomes neste momento, porque as conversas ainda estão em andamento e tratá-las publicamente, uma a uma, pode prejudicar diálogos que estão sendo construídos com responsabilidade. O que posso dizer é qual o critério que vai definir qualquer aliança da minha parte: não é uma questão de nome ou de cálculo eleitoral, é uma questão de projeto. Estou aberta a conversar com quem realmente tem compromisso com a renovação da política do Distrito Federal. Alianças que sirvam apenas para somar palanque, sem esse compromisso, não me interessam.

O PSDB vai ajudar financeiramente?

O PSDB tem me dado todo o apoio institucional necessário para viabilizar essa candidatura, tanto o diretório distrital quanto a direção nacional do partido têm acompanhado de perto essa construção. Sobre os detalhes de fundo partidário e fundo eleitoral, esses são elementos que fazem parte da estratégia de campanha e serão definidos dentro das regras eleitorais, no momento apropriado. O que posso garantir desde já é que essa campanha será feita com responsabilidade e dentro da lei, prestando contas de cada centavo à sociedade, como sempre fiz ao longo da minha vida pública.

Como se tornar conhecida em tão pouco tempo de campanha?

Eu não parto do zero. Sou deputada distrital em primeiro mandato, mas já fui deputada federal e tenho um histórico de atuação conhecido, sobretudo na fiscalização do dinheiro público e na defesa das mulheres e das crianças. Agora, o desafio é levar esse trabalho para mais perto das pessoas, principalmente para quem mora nas regiões administrativa e no Entorno do DF, que muitas vezes se sente esquecida pelo poder público. Por isso, tenho concentrado minha campanha em cinco compromissos bem claros e concretos: educação integral, saúde sem filas, segurança inteligente, transporte público eficiente e um governo digital e transparente. Acredito que as pessoas se conectam com propostas objetivas, que resolvem problemas do dia a dia, muito mais do que com promessas genéricas. Então minha estratégia não é só aparecer, é aparecer com conteúdo, com plano de governo, mostrando que existe um caminho concreto para mudar o Distrito Federal.

Quem vai ser vice e candidato ao Senado na sua chapa?

Tenho muito respeito pelo Reguffe e considero que ele reúne muitas qualidades para representar o Distrito Federal no Senado. Quanto ao vice, essa composição ainda está em construção, e faço questão de conduzir esse processo com cuidado, porque uma chapa precisa refletir coerência. Estou conversando com lideranças respeitadas dentro e fora do partido, gente com histórico de gestão, capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade e, principalmente, compromisso com a proposta de renovação que apresento ao Distrito Federal.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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Ana Maria Campos
Tags: candidata eleições 2026 governo Paula Belmonte PSDB

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