Pacotão deste ano vai defender “Lula livre”

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Coluna Eixo Capital/Por Ana Maria Campos

Sempre irreverente e com tom crítico à classe política, o Pacotão deste ano terá um tema a favor. A marchinha vencedora do concurso, de autoria do compositor Dudu Mariano, vai defender a bandeira “Lula livre”. A escolha do carro-chefe do carnaval 2019 provocou polêmica entre os organizadores do mais tradicional bloco de carnaval de Brasília. Nos 41 anos de existência, houve temas memoráveis tratando dos ex-presidentes João Figueiredo, Ernesto Geisel, FHC, Dilma Rousseff e Michel Temer. Sempre com ironia. Foram temas “Geisel você nos atolou?” ou “Estão maquiando a Dilma?”. Em segundo lugar no concurso das marchinhas deste ano, deu “Soldadinho Trapalhão”, do compositor Murilo Sem Grilo, um deboche do presidente Jair Bolsonaro. As músicas serão reunidas em CD que será lançado no próximo domingo. Entre as selecionadas, há também letras com alusão ao governador Ibaneis Rocha, claro.

Parceria

A oferta de serviços do Sesc e do Senac para a população carente do Distrito Federal será ampliada, graças a um protocolo de intenções firmado com o Governo do Distrito Federal nas áreas de cultura, assistência social, saúde e capacitação profissional. O acordo é fruto de uma iniciativa do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros, que ofereceu a parceria para o governador Ibaneis Rocha. Nesta semana, o primeiro vice-presidente da CNC e presidente do Conselho Regional do Sesc-DF, Francisco Valdeci de Sousa Cavalcante, se reuniu com Ibaneis e com o presidente da Fecomércio, Francisco Maia, para oficializar o acordo.

Herança da legislatura passada

Aprovado em duas comissões do Senado, o projeto da senadora Leila Barros (PSB/DF) que endurece a política nacional de segurança de barragens é uma reprodução de proposta apresentada e encabeçada pelo ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES). O projeto foi discutido logo depois da tragédia em Mariana (MG), mas acabou sendo arquivado com o fim da legislatura passada. Ferraço não se reelegeu e o texto ganhou força com a nova tragédia envolvendo o rompimento de uma barragem, em Brumadinho (MG). O projeto agora segue para a Câmara dos Deputados, já que foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Leila, que abraçou a causa, precisa agora fazer esforço para driblar a bancada das mineradoras no Congresso, coisa que Ferraço não conseguiu.

No DF já é assim

Na pauta do STF o julgamento, com repercussão geral, sobre a possibilidade de trâmite direto de inquéritos entre a Polícia e o Ministério Público. O juiz só entra em questões que demandam decisões. No Distrito Federal, isso já ocorre há mais de um ano com aval do Tribunal de Justiça do DF. Sem crise.

Indenização por inclusão indevida no cadastro de inadimplentes

Candidata ao Palácio do Buriti no ano passado, a ex-deputada Eliana Pedrosa (Pros) ganhou na Justiça uma indenização de R$ 4 mil por ter seu nome inscrito indevidamente no cadastro de inadimplentes. O caso ocorreu em 2016 e a sentença foi executada agora. Eliana pediu R$ 30 mil do Condomínio do Edifício Life Resort & Service, na Asa Norte, por ter sido cobrada judicialmente por condomínios de um imóvel que já havia sido vendido a terceiros. O 7º Juizado Especial Cível de Brasília considerou que houve danos morais, mas definiu uma indenização mais baixa.

Headhunter no BRB

Pela primeira vez, um diretor do BRB será escolhido entre empregados da própria instituição por disputa interna. O processo foi lançado ontem e será realizado por meio de uma consultoria especializada na seleção de executivos, uma espécie de caça-talentos. Os candidatos participarão de entrevistas, teste de perfil comportamental, estudo de caso, apresentação de relatórios e plano de ação. Para a seleção dos candidatos, serão considerados aspectos ligados à inovação, comunicação, dinamismo, equilíbrio emocional, foco em resultados, habilidades negociais, criatividade, liderança, planejamento, capacidade de entrega, tomada de decisão e visão sistêmica. Para participar, o concorrente deve ser concursado, ter mais de 10 anos de trabalho efetivo no conglomerado BRB, reputação ilibada e formação acadêmica compatível.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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