Crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press.
A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária (CECOR), com o apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, através das Promotorias de Justiça Criminal de Santa Maria, deflagrou, nesta sexta-feira (21/12), a Operação Alto Comando, com o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela Primeira Vara Criminal e Tribunal do Júri de Santa Maria.
A Operação Alto Comando ocorre para apurar indícios apontados em inquérito policial instaurado pela Divisão de Repressão à Corrupção e aos Crimes contra a Administração Pública (DICAP) relacionados à possível extência de um grupo criminoso especializado na venda ilegal de imóveis destinados a programas habitacionais, situados na QR 119 de Santa Maria.
Há suspeita de que fazem parte da organização membros de entidades habitacionais (associações e cooperativas), corretores de imóveis, servidores da administração Regional de Santa Maria e ex-servidores da Companhia Habitacional do Distrito Federal (CODHAB).
Há indícios, também, da atuação do mesmo grupo criminoso em vendas irregulares de lotes do programa Pró-DF em Santa Maria.
São mais de 200 lotes do Programa Habitacional destinado à referida quadra e que eram oferecidos pelo grupo criminoso por aproximadamente R$ 70 mil cada.
Já os lotes do Pró-DF eram oferecidos por valores entre R$ 800 mil e R$ 3 milhões a depender do tamanho e da localização.
As buscas visam à obtenção de provas em endereços de alguns investigados, para detalhar eventuais condutas criminosas apuradas no inquérito e também elucidar de maneira eficiente e precisa a existência ou não de vínculo entre os investigados, bem como a participação de outros indivíduos.
Nesta investigação, há indícios da ocorrência dos crimes de estelionato majorado, associação criminosa, corrupção passiva e corrupção ativa.
As medidas estão sendo cumpridas na casa dos envolvidos, na sede da administração regional de Santa Maria e na sede da CODHAB.
O nome da operação decorre do fato de os investigados se auto-intitularem membros do alto comando da região de Santa Maria.
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