Operação Check List apura corrupção na fiscalização do transporte público do DF

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ANA MARIA CAMPOS

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil do DF deflagram nesta manhã (01/09) a Operação Check List.

A investigação envolve cobrança de propina por parte de servidores públicos lotados no terminal de vistoria da Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa) da Secretaria de Mobilidade (Semob) para fraudar a vistoria de veículos de transporte coletivo de forma que, mesmo com irregularidades evidentes, os carros eram liberados para transportar passageiros.

A Justiça autorizou a prisão temporária de 14 pessoas. Há também mandados de condução coercitiva.

A investigação é conduzida pela 2ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público (Prodep) e pela Ccordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf).

Segundo o inquérito, a corrupção ocorria principalmente na aprovação de vistorias  de veículos irregulares ou com defeitos de cooperativas e permissionários do transporte rural na liberação do “selo de vistoria” para que possam rodar no DF.

Interceptações telefônicas apontaram o envolvimento de quatro servidores da Sufisa: William Ney Rosa da Silva, Carlos Pereira Rosa, Edson Souza de Oliveira e Williams Fonseca da Cunha.

A investigação foi iniciada com a Operação Pedágio. O pedido de escutas telefônicas foi prorrogado por suspeitas envolvendo o ex-cabo eleitoral Valdir Luis de França, conhecido como Valdirzão, que atua em cooperativas de transporte em Planaltina. Valdirzão é um dos alvos de mandado de prisão nesta manhã.

Durante as conversas interceptadas na Operação Check List, os investigados falam sobre valores a serem cobrados e marcam daras para vistorias.

De acordo com a investigação, William, Edson e Carlos realizam separadamente a chamada “vistoria na vala” consistente na verificação de eixo, motor, pneu e óleo. Willians verifica a parte da carroceria, adesivos, pintura, elevadores, catraca e validadores. Segundo o inquérito, a liberação do veículo depende de duas etapas: a primeira por um vistoriador de vala e a segunda por um auditor fiscal.

A Justiça acatou pedido da Corf e da Prodep de busca e apreensão nos endereços dos investigados para recolher aparelhos celulares, dinheiro em espécie,  documentos e carros, especialmente uma caminhonete modelo GM, ano 2001, que teria usada como pagamento de propina. A Policia ainda procura uma arma de fogo que estaria em poder de Valdirzão.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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