Ana Viriato
Vinte e três dias após a Polícia Civil deflagrar a segunda fase da Operação Panoptes, que investiga fraudes em certames e vestibulares, oito integrantes da Máfia dos Concursos tornaram-se, nesta quarta-feira (22/11), réus pelos crimes de organização criminosa e fraude em certames de interesse público. Um dos implicados é o ex-funcionário do Cebraspe Ricardo Silva do Nascimento, que, supostamente, retirava as folhas de respostas dos candidatos beneficiários da fraude, da sala cofre, para posterior preenchimento.
A acusação da Promotoria de Justiça de Águas Claras, recebida pelo magistrado Gilmar Rodrigues da Silva, mira, ainda, outros sete envolvidos no conluio. São eles: Alda Maria Gomes, Milson Iran da Silva, Edney de Oliveira Santos, André Luis dos Santos Pereira e Natal José da Lima, que, segundo as investigações, atuavam como aliciadores; Weverson Vinicius da Silva, suspeito de trabalhar como “braço-direito” de Ricardo Silva; e Antônio Alves Filho, apontado como um dos líderes da associação criminosa.
O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) pede a condenação dos denunciados ao pagamento de R$ 2,7 milhões pelos prejuízos decorrentes dos crimes praticados: lesões à fé pública e à administração pública, e ainda à confiabilidade das instituições responsáveis pelos certames, bem como a perda de bens ilícitos eventualmente apreendidos, em favor da União.
Primeira denúncia
Em setembro, outras quatro pessoas já haviam sido denunciadas pelo Ministério Público pelos crimes de organização criminosa, fraudes em certames de interesse público e falsificação de documento público. A denúncia contra o líder da organização criminosa, Hélio Ortiz, Bruno Ortiz, Johann Gutemberg e Rafael Rodrigues — todos tornaram-se réus.
Segundo as investigações da Deco, Helio e Bruno Ortiz comandavam a associação criminosa, escolhendo os aliciadores e os “pilotos” — especialistas que realizavam as provas e repassavam os gabaritos a concurseiros. Pai e filho também criavam os métodos de ação, compravam os equipamentos necessários às fraudes, realizavam os pagamentos aos integrantes da máfia, além de aliciarem estudantes.
Rafael Rodrigues, por sua vez, era braço direito de Bruno Ortiz, e contribuía com a cooptação de concurseiros. Para aderir ao esquema, os concorrentes tinham de desembolsar uma entrada, cujo valor variava entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, a depender do cargo desejado. Após a aprovação, o candidato pagava o valor equivalente a 20 vezes a remuneração inicial prevista no edital.
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