IMG_3131

O perfil dos apostadores do DF: 35% da população do DF jogaram nos últimos 12 meses

Publicado em CB.Poder

Da coluna Eixo Capital

Pesquisa realizada pelo GDF apontou que mais de um terço dos moradores do DF apostaram em jogos de azar nos últimos 12 meses. O percentual chegou a 35%.

 

O levantamento apontou que 61,9% dos apostadores são homens e quase metade (45,9%) testaram a sorte apenas em loterias, como Mega Sena e Loto Fácil. Mas 38,1% combinaram duas ou mais modalidades. A pesquisa entrevistou 1.827 pessoas, entre 8 a 25 de setembro de 2025.

 

De 50 a 59 anos: os que mais apostam

Considerando a faixa etária, o grupo de 50 a 59 anos apresenta a maior proporção de apostadores, com 39,7% Entre os entrevistados de 18 a 29 anos, 29,9% declararam ter feito algum tipo de aposta nos últimos 12 meses.

 

Na faixa de 30 a 49 anos, esse percentual sobe para 35,4%. Pessoas com 60 anos ou mais registram 36,9% de apostadores.

 

Prática disseminada

É a primeira vez que o governo faz um diagnóstico sobre o perfil dos apostadores. Os dados indicam como a prática é disseminada na população do DF.


Autoridades se preocupam porque 11,3% dos entrevistados assumiram que praticam jogos ilegais, como cassinos, Jogo do Tigrinho e jogo Bicho. O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPE-DF) em parceria com a Secretaria da Família do DF.

 

Motivações

Segundo a pesquisa, as loterias são mais populares entre o público mais velho, enquanto os mais jovens preferem as modalidades digitais, como cassinos on-line e as apostas esportivas, como bets.

 

A principal motivação, para 86%, é ganhar dinheiro. Mas uma parcela se arrisca por diversão (11,3%) ou para socializar com os amigos e família (7,3%).

 

Ganhos que voltam para apostas

E o que os apostadores fazem com os prêmios? Entre os entrevistados, 47% nunca ganharam nada. Entre os que tiveram sorte, 27% usaram o dinheiro para novas apostas e 27% pagaram dívidas e contas de casa.


Benefícios sociais

Um dado que chama a atenção. Parte dos beneficiários de programas sociais faz uma fezinha. Representam 5,8% do total de jogadores. Desses, 64,9% recebem Bolsa-Família e 21,6%, Cartão Prato Cheio.

 

Educação, investigação e restrição

O secretário de Família do DF, Rodrigo Delmasso, marcou reuniões com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, com a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, e com o delegado-geral da Polícia Civil do DF, José Werick, para apresentar os dados da pesquisa.


A ideia de Delmasso é oferecer cursos de educação financeiras para o público que se endividou ou não consegue se livrar da jogatina, criar tecnologia para impedir que os cartões sociais do governo sejam usados em apostas e pedir uma investigação policial sobre jogos ilegais. “O resultado da pesquisa me surpreendeu. Achei o número de apostadores muito alto”, afirma o secretário.

 

Prejuízos pessoais

O vício em jogos, como todos sabem, traz prejuízos para a estabilidade financeira, psicológica e social dos apostadores.

 

A pesquisa mostrou que parte expressiva dos apostadores no Distrito Federal relata experiências associadas a comportamentos de risco.

 

Entre os entrevistados, 30,9% afirmaram já ter tentado recuperar o dinheiro perdido com apostas, enquanto 28,1% reconheceram ter gasto mais tempo do que pretendiam apostando. Além disso, 26% relataram já ter tentado parar ou reduzir a frequência das apostas.