O secretário de Economia do DF Ney Ferraz Júnior, então no exercício do cargo, em janeiro de 2025, esteve numa loja de roupas masculinas no Iguatemi Shopping e comprou três ternos Hermenegildo Zegna, por R$ 50 mil, pagando em dinheiro vivo.
Não apresentou CPF e não pediu nota fiscal. Como a loja não emite nota em valor acima de R$ 10 mil sem o CPF do cliente, o vendedor, para não perder o negócio, usou os dados da própria esposa. O pagamento foi realizado em cinco bolinhos de R$ 10 mil em notas de R$ 100, que o então secretário buscou no carro na companhia do vendedor. Detalhe:
Ferraz foi ao shopping dirigindo uma Pajero de uso oficial da Secretaria de Economia do DF. Ney Ferraz fez outras compras e foi ajudado pelo vendedor a levar as sacolas para o carro na garagem do shopping Iguatemi.
Foro especial
O caso está sob a responsabilidade do Departamento de Combate à Corrupção (Decor) da Polícia Civil e da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Como os fatos apurados ocorreram quando ele era secretário, a investigação tramita com autorização do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), sob a relatoria do desembargador Alvaro Ciarlini.
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