“Não vou quebrar Brasília”, diz Rollemberg, para justificar adiamento dos reajustes

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ANA VIRIATO

Durante o anúncio do adiamento do repasse do reajuste dos servidores, como o blog antecipou na manhã desta sexta-feira, o governador Rodrigo Rollemberg afirmou que o pagamento dos benefícios poderia “quebrar” Brasília. O chefe do Executivo garantiu que, caso repassasse o aumento agora, os vencimentos do funcionalismo público iriam atrasar já em novembro. “Tenho convicção de que os servidores preferem a segurança de ter o salário em dia. Se pagássemos o aumento agora, já no primeiro mês não teríamos condições de pagar o salário em dia”, explicou o governador. “Salário em dia é a segurança das famílias”, acrescentou.

O reajuste custaria aos cofres públicos de R$120 milhões ao mês. Rollemberg relembrou que, atualmente, a dívida do governo é de R$ 1,4 bilhão. Ressaltou, também, a necessidade do GDF de arrecadar R$ 900 milhões para atingir o fluxo financeiro necessário até o fim de 2016. Participam do anúncio, além do governador, a procuradora-geral, Paola Aires; o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio; a secretária de Planejamento, Orçamento e Finanças, Leany Lemos; e o secretário de Fazenda, João Fleury. “Temos duas opções : pagamos os salários em dia ou damos o aumento e teremos que atrasar ou escalonar pagamento do salário, como outras unidades da Federação estão fazendo. Não vou quebrar Brasília, não vou ficar conhecido como o governador que quebrou Brasília”, justificou o governador.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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