“Não sou laranja de nenhum homem”, afirma Julia Lucy, primeira candidata a distrital eleita pelo Novo

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PEDRO GRIGORI

Na primeira aparição pública após as eleições, Júlia Lucy, primeira candidata a distrital emplacada pelo Novo, soltou farpas a parlamentares que conquistaram mandatos com o apoio de cônjuges do meio político. “Tenho muito orgulho de dizer que não vim de uma família de políticos. Não sou esposa. Não sou laranja de nenhum homem que esteja na política. Sou uma mulher que chegou aqui de forma independente”, alegou em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (08/10).

No Distrito Federal, duas das candidatas à Câmara dos Deputados eleitas são casadas com nomes de influência: Flávia Arruda (PR) e Paula Belmonte (PPS), esposas, respectivamente, do ex-governador José Roberto Arruda e de Luiz Belmonte, um dos maiores financiadores desta campanha na capital. Júlia não citou nomes, mas defendeu a participação de mulheres na política.

A futura distrital é formada em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e, aos 18 anos, passou no concurso da Polícia Federal, onde atuou por nove anos. Antes das eleições, trabalhava no Conselho da Justiça Federal. Ela recebeu 7.655 votos.

Uma das principais propostas é aprovar o projeto Câmara Mais Barata. “Vou abrir mão de toda a minha verba indenizatória. Sou defensora do Câmara Mais Barata. A sociedade está muito atenta e vai continuar. De acordo com o projeto, a verba indenizatória será zerada, assim como a de publicidade”.

Ela também firmou compromisso de, a partir de 1º de janeiro de 2019, usar somente serviços públicos. “Como andar de ônibus e usar hospital público”, exemplificou. E emendou: “o parlamentar tem que andar lado a lado com a população para entender o que ela passa, para fiscalizar e denunciar”.

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