Ministério Público investiga “associação criminosa voltada à destruição de provas”

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O Ministério Público do Distrito Federal pediu a prisão do ex-servidor da Câmara Legislativa Alexandre Cerqueira, que trabalhava com o deputado Bispo Renato (PR), mas a solicitação foi negada pela Justiça. O TJ autorizou a busca e apreensão de documentos e computadores e a condução coercitiva de Alexandre e de Sandro Vieira, que era braço-direito de Celina Leão. Mas o pedido de prisão foi negado.

O promotor Clayton Germano, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP, deu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira para fornecer detalhes sobre a terceira etapa da Operação Dracon, deflagrada nesta manhã. Para ele, as provas de que Alexandre e Sandro retiraram documentos da Câmara na véspera da primeira fase da operação comprovam a necessidade da manutenção do afastamento da Mesa Diretora. Nesta terça-feira, o Conselho Especial do TJ vai analisar o pedido de reconsideração da decisão que afastou Celina Leão da Presidência da Câmara. Segundo Clayton, o MP levará as informações sobre a operação de hoje para corroborar o pedido de que a Mesa Diretora se mantenha afastada. “O fato é muito grave”, frisou o promotor.

Segundo o coordenador do Gaeco,  o MP vai apurar se os servidores atuaram a mando de alguém e o que foi retirado da Câmara.  Os promotores investigam a existência de uma associação criminosa voltada à destruição de provas.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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