Mesmo com carteira da OAB, Moro não deve advogar

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Coluna Eixo Capital/Por Ana Maria Campos

Em quatro anos como juiz da maior operação de combate à corrupção do país, Sergio Moro condenou mais de 120 réus por desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro, com penas que somadas ultrapassam 1800 anos de prisão. Desligado da magistratura por opção e do ministério da Justiça e Segurança Pública por decepção, Moro agora é advogado. De árbitro, virou zagueiro.

A carteira de advogado foi expedida nesta terça-feira pela OAB do Paraná. Moro já tem escritório em Curitiba, mas a expectativa é de que vire um jurista, elabore pareceres técnicos, publique livros e ganhe dinheiro como consultor, palestrante e professor. Como advogado, ele ganha algumas prerrogativas que não tinha como ex-juiz e ex-ministro. Exemplo: inviolabilidade de comunicações e livre acesso a espaços na Justiça.

In Fux we trust

No Instagram, a advogada Rosangela Moro, mulher de Sergio Moro, postou a mensagem do marido dirigida ao procurador Deltan Dallagnol que ficou famosa na Vaza-Jato: “In Fux we trust”. Foi uma homenagem à posse do ministro na presidência do STF que, aliás, chegou defendendo as investigações da Operação Lava-Jato.

Auxílio uniforme

Os servidores da Secretaria de Saúde e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do DF que são obrigados a usar fardamento vão passar a receber auxílio financeiro para a aquisição dos uniformes. A regra, prevista no projeto de lei nº 616/2019, foi estabelecida pela Câmara Legislativa ontem, quando os distritais derrubaram, de forma unânime, o veto total do governador Ibaneis Rocha à proposta. O texto de autoria do deputado Jorge Vianna (Podemos), mas ele ressaltou que o gasto chega a R$ 1 mil por ano para cada profissional.

Diálogo de paz

Os dirigentes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), da Secretaria de Segurança do DF e da Polícia Civil do DF fizeram uma reunião para ampliar o diálogo e fortalecer linhas de atuação conjunta. O encontro ocorreu a convite da procuradora-geral de Justiça do DF, Fabiana Costa, com a participação do secretário de segurança, Anderson Torres; do diretor-geral da PCDF, Robson Cândido; e do diretor-geral adjunto, Benito Tiezzi.

Fabiana Costa reforçou o histórico de parcerias entre o MPDFT e a PCDF no combate à criminalidade e elogiou o trabalho da Secretaria de Segurança na gestão do sistema prisional durante a crise do novo coronavírus. “Acompanhamos de perto este desafio e podemos afirmar que ele foi pautado pela transparência e por grande responsabilidade frente à gravidade da situação”, destacou Fabiana.

Desde que foi decretada a pandemia, os promotores do Núcleo de Controle do Sistema Prisional (Nupri) participaram ativamente de um grupo de trabalho ao lado de representantes dos órgãos que integram o sistema prisional. A iniciativa da Vara de Execuções Penais (VEP) permitiu a adoção de medidas de prevenção e combate ao coronavírus.

Segundo o secretário Anderson Torres, esse trabalho bem articulado por todos os seus integrantes resultou em um dos menores índices de morte em presídios no Brasil. “Esperávamos um cenário devastador, mas alcançamos uma grande vitória com muito trabalho e competência dos profissionais envolvidos”, concluiu. Até ontem, havia registro de 1.815 casos de covid-19 entre presos e quatro mortes.

Pauta na segunda

Ficou para segunda-feira a votação da MP 971, que trata do reajuste de policiais civis, militares e bombeiros.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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