Líderes do PCC são transferidos para Brasília

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Helena Mader
Isa Stacciarini
Renato Souza

Líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram transferidos de São Paulo para a Penitenciária Federal de Brasília nesta quarta-feira (13/02). Apesar da expectativa de que Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, viesse para a capital federal, o principal líder da organização criminosa deve ser levado a um presídio federal de outra unidade da federação.

O Ministério da Justiça e da Segurança Pública não informa oficialmente quais presos ficarão em Brasília. Mas a reportagem apurou que três dos 22 líderes foram transferidos para a capital federal: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, irmão de Marcola; Antônio José Müller, o Granada; e Reinaldo Teixeira dos Santos, conhecido como Funchal ou Tio Sam. Eles chegaram à cidade pouco depois das 13h30, em um avião da Força Aérea Brasileira.

Ao todo, 22 detentos serão transferidos de São Paulo para Brasília e outros estados. O transporte dos líderes do PCC atende a uma determinação da Justiça, a pedido do Ministério Público de São Paulo.

A operação do governo federal e do Governo do Estado de São Paulo mobiliza forças de segurança. A Força Aérea Brasileira, o Exército e a Polícia Rodoviária Federal participam do trabalho. Em entrevista coletiva, o governador de São Paulo, João Doria, comemorou o sucesso da operação e contou que a mobilização começou a ser organizada no ano passado, antes mesmo da posse. Ele frisou que a transferência ocorreu por determinação da Justiça.

A operação foi articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Governo do Estado de São Paulo. O isolamento de lideranças é uma das principais estratégias do governo para combater facções criminosas.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a operação é a primeira ação realizada com a participação da Secretaria de Operações Integradas, criada na nova estrutura da Esplanada dos Ministérios.

“Os presos, líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), custodiados em São Paulo, estão sendo transferidos com a escolta do Departamento Penitenciário Federal (Depen) e da Polícia Militar de São Paulo para as penitenciárias federais. O isolamento de lideranças é estratégia necessária para o enfrentamento e o desmantelamento de organizações criminosas”, afirma, em nota, o Ministério da Justiça. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também participa da operação.

O pedido para a transferência dos presos de Presidente Venceslau para uma penitenciária federal foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, em 28 de novembro do ano passado. Em nota, o MPSP informou que, na semana passada, o Poder Judiciário acolheu o pedido dos promotores.

“Após a decisão judicial, a Secretaria da Segurança Pública, a Secretaria da Administração Penitenciária, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e o Ministério da Justiça tomaram as medidas cabíveis para a transferência de 22 presos, que está ocorrendo nesta quarta-feira (13/2)”, diz nota do MPSP.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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