O desembargador Humberto Ulhôa, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), negou pedido de viagem feita pelo subsecretário afastado de Vigilância à Saúde Eduardo Hage para passar o feriado em Caldas Novas (GO).
Hage justificou que havia combinado a viagem em agosto antes da deflagração da Operação Falso Negativo. O médico teve a prisão preventiva decretada por Ulhôa e, posteriormente, uma liminar em Habeas Corpus, expedida pelo ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o tirou da prisão.
Ao negar o pedido de viagem, o desembargador Humberto Ulhôa ressaltou que, ao conceder a liminar, Schietti substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares como ausentar-se do Distrito Federal sem autorização judicial. “Não se verifica mínima comprovação da urgência necessária, não restando devidamente demonstrada a imprescindibilidade da viagem”, registrou o magistrado.
Ulhôa também considerou que os outros investigados pelos mesmos crimes de fraude na compra de testes de covid-19 estão presos.
O parecer do Ministério Público também foi pela negativa.
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