Júlio César Ribeiro: lei do Mandante “vai beneficiar o futebol brasileiro como um todo”

Compartilhe

À queima-roupa // Deputado Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF)

por Ana Maria Campos

Como relator, o senhor fez o meio de campo na discussão do projeto de lei do Mandante. Quem ficou feliz e quem não gostou?
É importante reforçar que esse projeto vai possibilitar uma maior visibilidade dos pequenos clubes. Mas a gente tem que destacar também a questão das torcidas. A partir do momento que o projeto for sancionado, as torcidas poderão, em curto prazo de tempo, assistir jogos não mais em apenas uma emissora de televisão, mas, sim, na tevê fechada e em diversas plataformas. Muitos clubes gostariam de ter mais liberdade em relação às emissoras que detêm a exclusividade da transmissão. Foi um texto construído com muito diálogo e que vai beneficiar o futebol brasileiro como um todo.

O que muda com a nova lei?
É um projeto que traz a liberdade para os clubes e vai possibilitar uma maior concorrência entre as emissoras. A proposta respeita os contratos existentes, porém aqueles clubes que não têm contrato com emissoras, logo após a sanção poderão vender seus jogos, e assim ter a lucratividade esperada. É a possibilidade real do clube mandante poder vender seus jogos para qualquer tipo de plataforma, ou seja canal aberto ou fechado, streaming e com certeza arrecadar recursos bem maiores.

Para o torcedor, quais são os benefícios?
O projeto oferece ao torcedor a alternativa de poder acompanhar os jogos em diferentes tipos de plataformas, além das tevês aberta e fechada.

Há vantagens para os grandes clubes do futebol brasileiro, mas e os pequenos times?
Esse projeto chega para tentar equilibrar as vantagens para os clubes pequenos. Se citarmos como exemplo um jogo entre Cuiabá x Flamengo, onde o Cuiabá poderá vender o seu jogo, o clube vai conseguir uma renda que nunca imaginava ter ao longo desses campeonatos. Se ele estivesse dentro do pacote, apenas receberia uma participação do jogo. Com o projeto ele acaba sendo o ator principal. Isso vai acontecer todas as vezes que ele for o mandante e jogar com times fortes. Claro que os grandes times continuarão ganhando, mas os clubes pequenos são os maiores interessados.

Quando a gente pensa em futebol e pandemia, há o risco de contaminação. A Copa América trouxe novas cepas do coronavírus para o Brasil. Mesmo assim, valeu a pena receber a competição?
O país ainda está em alerta em relação à pandemia. Mas também temos que reconhecer que o ambiente pelo qual houve a liberação dos jogos foi um ambiente que seguiu todos os protocolos de segurança. Além do mais, a Copa América também ajudou a fomentar a economia do nosso país.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Posts recentes

  • CB.Poder

TJDFT elege lista tríplice para vaga no TRE-DF

ANA MARIA CAMPOS O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) formou,…

1 hora atrás
  • CB.Poder

Celina quer abrir números do governo para a oposição

ANA MARIA CAMPOS Depois da reunião com a base governista, nesta terça-feira (14/04), Celina Leão…

2 horas atrás
  • CB.Poder

Ibaneis oferece jantar a conselheiros federais da OAB

ANA MARIA CAMPOS Duas semanas depois de reativar a carteira de advogado, o ex-governador Ibaneis…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Justiça condena a nove anos de prisão psicólogo acusado de matar 17 gatos

ANA MARIA CAMPOS A Justiça do Distrito Federal condenou a nove anos de prisão, em…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Podemos reúne lideranças políticas com foco no debate para as eleições

São Paulo foi palco, no último sábado (11/04) da edição 2026 da Oficina da Vitória,…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Presidente do Sinpol-DF: “Cada policial tem liberdade de escolha nas eleições e vamos respeitar”

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL À Queima Roupa Entrevista: Marlos Vinícius Barbosa do Valle, eleito presidente…

2 dias atrás