Ibaneis pede ajuda do MEC para ampliar número de escolas militarizadas

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), reuniu-se, na tarde desta sexta-feira, com o Ministro da Educação, Ricardo Vélez. O chefe do Executivo local pediu ajuda para ampliar o  número de escolas militarizadas do DF. Atualmente, quatro colégios contam com profissionais da Polícia Militar para administrar a disciplina. O desejo do governador é que, até o fim do primeiro semestre, a iniciativa seja aplicada em 20 escolas. Até o fim do ano, o número chegaria a 40.

A ideia é que o MEC forneça investimentos para bancar as novas escolas com gestão compartilhada. O custo é de R$ 200 mil anuais por unidade (total de R$ 8 milhões para os 40 colégios). Com o auxílio, o GDF forneceria ao Governo Federal um projeto com a metodologia utilizadas nesses colégios, para que fosse aplicado em outras unidades da federação. O governador estava acompanhado do secretário de Educação, Rafael Parente, e do secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.

Segundo Ibaneis, o ministro foi receptivo com a proposta, mas ainda analisará se a verba de fato será destinada ao DF e qual será o valor concreto. Para a avaliação, técnicos do GDF elaborarão um projeto a ser encaminhado para o MEC ainda nos próximos dias. “Eu tenho muito esperança de que os estados sejam apoiados pelo Distrito Federal, agora com essa nova proposta de educação”, comentou Ibaneis.

Ibaneis tem pressa para aplicar a metodologia em outros colégios e defende o modelo em vigor nos quatros colégios aqui. “Vamos apresentar o nosso modelo para o ministério e queremos fazer isso o mais rápido possível. Com a aprovação do MEC, eu conseguiria ter em 30 dias a ampliação para os 20 colégios e chegaríamos a 40 até o fim do ano”,

Legislação

Para colocar em prática a ampliação, porém, o governador quer mudanças na legislação federal. A ideia é permitir que policiais militares e bombeiros da reserva possam participar da gestão escolar. Com isso, não seria necessário tirar dos postos de trabalho profissionais da ativa. Segundo o secretário de Educação, Rafael Parente, são necessários 800 profissionais para a gestão de 40 escolas.

O governador ressaltou que buscará auxílio para realizar a mudança na legislação, mas que, caso isso não ocorra, o projeto não ficará parado. “Se eu não encontrar apoio para modificação da legislação, eu vou fazer da minha maneira. Agora, se é uma parceria e a educação também é obrigação da União, eu tenho de vir buscar apoio”, garantiu. Ainda não está definida a maneira como a mudança será proposta ao Congresso Nacional.

Ibaneis frisou que quer utilizar na ampliação a mesma metodologia já aplicada nas escolas piloto e não um modelo que venha do Governo Federal. “Houve uma aprovação muito grande da população, pudemos verificar isso por meio de pesquisas. Então, acho que o Distrito Federal não precisa enfrentar mais nenhuma nova modificação.”

O secretário de Educação afirma que o governo quer demonstrar também que o modelo pode funcionar em um número maior de escolas. “Existe a crítica de que esse método só funcionaria em poucos colégios, mas nós queremos mostrar que esse modelo pode ser apresentado para, com poucas alterações, ser utilizado também em outros municípios.”

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