27/11/2018. Credito: Marilia Lima/ CB/D.A. Press. Brasil. Brasilia - DF. CB poder entrevista Presidente da OAB-DF, Juliano Costa Couto.
À QUEIMA-ROUPA
Juliano Costa Couto, ex-presidente da OAB-DF
“Perdemos a última eleição por menos de 1% e temos pessoas de bem, prontas, aptas e com disposição de presidir a OAB/DF. O grupo decidirá”
Você pensa em concorrer novamente à OAB-DF?
Recebo pedidos para isso e me falam da aparente viabilidade da candidatura, mas não desejo concorrer à Presidência da OAB/DF. Fui feliz e realizado, apesar dos desafios, mas passou. Estou tranquilo fora da Ordem e alguns amigos acham que eu deveria ser candidato ao Conselho Federal. Ainda não há decisão sobre essa possibilidade.
Quem você vai apoiar?
Sou um homem de grupo, leal aos companheiros. Perdemos a última eleição por menos de 1% e temos pessoas de bem, prontas, aptas e com disposição de presidir a OAB/DF. O grupo decidirá. Seguirei a orientação construída coletivamente.
Qual tema vai dominar o debate?
Acho que as dificuldades de se perpetuar na profissão, cada vez mais marcantes. A Ordem deve funcionar como centro de amparo à Advocacia. Isso pode melhorar, e muito. O desafio é grande e precisa de muita determinação para ser enfrentado.
Acha necessária uma união de candidaturas de oposição contra a chapa da situação?
A atual gestão, apesar do esforço pessoal do Presidente, vem sofrendo muitos questionamentos da categoria, sem a entrega de soluções concretas. A união dos que não concordam com esses rumos é positiva e necessária para a construção de projeto alternativo. A Advocacia das subseções está precisando de muito mais amparo.
Qual vai ser a influência de Ibaneis nesta disputa?
Governador Ibaneis é uma grande liderança no DF, tanto pelo posto que ocupa, como pela sua história de dedicação à Advocacia. Mas, falando com ele, acredito que não fará interferência nas eleições da Ordem e respeitará o resultado.
O que tem incomodado os advogados que precisa ser discutido na campanha?
Além das prerrogativas, tema de primeira hora, a sobrevivência do protagonismo da Advocacia está em xeque. Esse será o principal tema, junto com o papel da Ordem na sociedade, que precisa se reafirmar como liderança maior da sociedade civil.
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