*Por Ana Maria Campos
À Queima Roupa com Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal
“Eu estou tranquilo. Me preocupo com o BRB que é um patrimônio da cidade”.
Poderia falar sobre sua expectativa em relação à aprovação do projeto do BRB na Câmara Legislativa e a importância dessa aprovação?
Disso depende a sobrevivência do BRB e do emprego de mais de 5 mil famílias. Eu posso ou não continuar na política, mas essas famílias não terão como sobreviver. Não se trata de apoiar ou não o governo, e sim de apoiar a cidade. O BRB é operador de todos os programas sociais, do serviço de bilhetagem, o que pode atingir diretamente toda a população do DF; em especial, a mais carente. Todas as medidas já foram tomadas. Contrataram auditoria independente do Machado Meyer em parceria com a Kroll. Eles estão orientando na recuperação de ativos. Todos os processos de recuperação de ativos estão sendo ajuizados permanecendo em sigilo por conta da decisão do STF e da proteção ao mercado.
Como o senhor está nesse processo? Tranquilo ou ansioso?
Eu estou tranquilo. Me preocupo com o BRB, que é um patrimônio da cidade.
Continua determinado a concorrer ao Senado e se desincompatibilizar em 28 de março?
Não vejo motivo para não fazer isso. O povo me adora e tenho muito a mostrar do trabalho que fiz ao longo desses oito anos. Vou às ruas todos os dias e a recepção da população é maravilhosa.
Ate o fim de março, a solução para o BRB estará encaminhada?
Tem que estar.
Quem foi o responsável pela crise do BRB? Paulo Henrique?
Isso só a Justiça vai dizer.
Está se sentindo traído pelo PL?
De modo algum. A Bia (Kicis) é uma excelente deputada e uma das maiores defensoras do bolsonarismo. Nada mais natural que o ex-presidente e a família apoiem sua pretensão. Eu sigo firme no propósito de manter palanque único no DF. Até porque nossos inimigos são outros.
Como único? Com a sua coligação e sem outro candidato ao Senado?
Essas coisas vão se desenrolar com o tempo.

