“A greve não é boa para a Polícia Civil, não é boa para ninguém”, diz Rollemberg, em entrevista ao CB.Poder

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O governador Rodrigo Rollemberg foi o entrevistado da semana do programa CB.Poder. Na conversa, que foi ao ar na TV Brasília às 13h30 desta terça-feira, o governador falou sobre o processo de impeachment e analisou a relação entre o Buriti e o Planalto depois da troca de presidente. Rollemberg também contou como será sua participação nas eleições municipais no Entorno. “Nos próximos meses, devemos ter uma participação mais intensa nos finais de semana na campanha de alguns municípios. Mas os problemas e desafios do Distrito Federal têm tomado mais o nosso tempo”, explicou.

O chefe do Executivo tratou sobre a greve dos policiais civis. “Reconhecemos como legítimo o pleito da categoria. Mas herdamos uma situação econômica no país que nenhum outro governo viveu. Estamos enfrentando uma recessão este ano”, comentou, para justificar as dificuldades em atender as reivindicações dos servidores da segurança. Ele também falou sobre a decisão dos policiais civis de paralisar as atividades em dia de jogos olímpicos na cidade. “Recebi isso com muita tristeza. A gente tem as melhores polícias do Brasil, extremamente capacitadas, qualificadas. E em um momento em que o Brasil todo precisa, uma decisão dessa não pega bem para uma instituição que tem uma imagem tão positiva. Eles mesmos perceberam isso e saíram da paralisação porque não foi boa para a Polícia Civil, não foi boa para ninguém”, afirmou o governador. “Estamos analisando com a equipe econômica nossas condições de fazer alguma proposta”.

Durante o bate-papo, Rollemberg também falou sobre a CPI da Saúde. Ele voltou a criticar a sindicalista Marli Rodrigues, que apresentou denúncias contra o governo. “Se ela tem provas, por que não apresentou? Se tem, ela está na obrigação de apresentar”, explicou.  Sobre a proposta de contratar organizações sociais para a gestão da saúde, o governador disse que a resistência manifestada por alguns setores tem relação com interesses no ramo. “Para fazer as mudanças que queremos para a saúde, estamos enfrentando interesses muito poderosos. A adoção das OSs como propomos atinge interesses corporativos”, justificou. “Não temos nenhuma intenção de tirar direitos dos servidores, mas queremos garantir para a população a ampliação da assistência”. Na conversa, Rollemberg comentou ainda as denúncias envolvendo o senador Hélio José (PMDB-DF), seu suplente no Senado. “Infelizmente, eu não tive participação nenhuma na escolha do meu suplente. Em nenhum momento, eu quis. A escolha foi de um partido político da coligação”.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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