GDF nega cessão de policiais civis para auxiliar nas investigações da CPI da Covid

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Coluna Eixo Capital, por Ana Maria Campos

O Governo do DF negou a cessão de dois policiais civis do DF requisitados pelo presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), para auxiliar nas investigações sobre irregularidades na condução da pandemia. O pedido era de empréstimo de agentes da Delegacia Especializada de Crimes Cibernéticos. Mas, em ofício, o secretário de Segurança Pública substituto, Milton Rodrigues Neves, justificou: “A Polícia Civil do Distrito Federal passa por um grave deficit de servidores, razão pela qual a cessão pleiteada fica prejudicada em razão dos prejuízos que poderão decorrer para o serviço policial, especialmente em se tratando da unidade de crimes cibernéticos”. Ele também ressaltou que demandas dessa natureza — envolvendo demanda do Poder Legislativo da União ao Distrito Federal — devem ser dirigidas ao governador.

Bancada do voto impresso

Na bancada do DF, apenas dois deputados devem votar contra o projeto do voto impresso, proposto pela deputada Bia Kicis (PSL): Professor Israel Batista (PV) e Érika Kokay (PT). Seis parlamentares votam sim. Laerte Bessa (PL), aliás, integra a Frente Parlamentar Mista da Contagem Pública dos Votos.

Por que você é contra o voto impresso?
Deputado Professor Israel Batista (PV-DF)

“O voto impresso tem uma intenção clara de permitir que o bolsonarismo peça uma recontagem de votos, e ganhe tempo pra causar confusão nas seções eleitorais para mobilizar a militância radical formada por clubes de tiros, por parte das polícias militares nos estados e pelos apoiadores mais radicais. A intenção do presidente Bolsonaro é contestar o resultado eleitoral, qualquer que seja o formato das eleições. Então, nós entendemos que, neste momento em que o presidente faz claros ataques à democracia, sem nenhum tipo de disfarce, não é recomendável alterar o sistema de votações. Essa discussão tem que ficar para um momento de maior estabilidade política do país. Não se muda as regras do jogo, no meio do ataque ao jogo”.

Vovô Fraga ensaia um sorriso

O ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) mantém o luto pela perda da mulher, Mirta Fraga, que morreu de covid-19 em maio. Mas teve uma boa notícia: vai ser avô. A filha, Bruna, descobriu que estava grávida pouco antes de perder a mãe. No chá de revelação, no último domingo, a família descobriu que vem por aí um menino: Lucca. Fraga até conseguiu dar um sorriso ainda fraquinho.

Relação desgastada

Em relação ao presidente Jair Bolsonaro, no entanto, não tem sorriso. O clima fechou há tempos. Fraga sempre foi um aliado leal do presidente, mas recebeu pouco em troca. Mais um para a fila do ex-amigos.

A pergunta que não quer calar….

Como será a atuação no STF de André Mendonça, um ministro terrivelmente evangélico e da estrita confiança do presidente Jair Bolsonaro?

MP investiga denúncias de desvio de madeira da Proflora

O promotor de Justiça Alexandre Gonçalves, da área de Defesa do Patrimônio Público e Social, abriu investigação para apurar denúncias de desvio de madeira de propriedade da empresa em liquidação Proflora S/A Floresto e Reflorestamento, na região de Brazlândia, com possível participação de agentes públicos. Ele enviou ofício com pedido de explicações ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), à empresa Proflora, à Administração Regional de Brazlândia e também para a Associação dos moradores do Capão da Onça Administração Regional (Ampruco), envolvidos na retirada e transporte dos pinheiros e eucaliptos.

Dia de hospital

O secretário de Economia, André Clemente, passou o dia ontem (6/7) no hospital acompanhando o pai, que passou por uma cirurgia no coração, depois de um infarto. As notícias à noite eram positivas. Procedimento bem-sucedido.

Só papos

“Não existe rachadinha. Quem nomear servidor pra ficar com o salário comete, em tese, crime de peculato. Desvia dinheiro público”
Promotor de Justiça no DF Raoni Maciel

“Há controvérsias. Na minha opinião, quem nomeia servidor para ficar com parte do salário do nomeado pratica corrupção e não peculato (ou concussão, se a rachadinha é exigida como condição para manter o comissionado no cargo). Haverá peculato se o nomeado é funcionário fantasma”
Procurador da República em Goiás Hélio Telho

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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