Flávia Arruda está no olho do furacão

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Coluna Eixo Capital, por Ana Maria Campos

Flávia Arruda está no centro de um embate dentro do PP, envolvendo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), padrinho político da deputada, e o líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR). Flávia levou ao presidente Jair Bolsonaro queixas de outros deputados a Barros. Mas entre os integrantes do Centrão identificou-se que esses parlamentares procuraram Flávia incentivados por Arthur Lira. Bolsonaro não gostou. Mas, oriundo do PP, o presidente gosta de Barros e deve, inclusive, lealdade ao apoio do líder do governo em momentos de atritos internos quando ainda era um simples deputado do baixo clero do partido. Mas Bolsonaro não pode nem pensar em desagradar Lira, o dono da chave da abertura de um processo de impeachment. Com a CPI da Pandemia a todo vapor, fica difícil contrariar o presidente da Câmara. Assim, Flávia Arruda segue ministra.

Movimento

Muita movimentação entre deputados do DF por conta da primeira crise envolvendo Flávia Arruda no cargo de ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República. Amiga do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a deputada Celina Leão (PP-DF) pode crescer nessa confusão.

CPI local da pandemia é derrubada

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro tenta sobreviver à CPI da Pandemia no Senado, o governador Ibaneis Rocha conseguiu, ontem (19/5) impedir a instalação de uma investigação sobre ações de combate à covid-19 na Câmara Legislativa. Doze deputados votaram contra um recurso do deputado Leandro Grass (Rede) com pedido de renovação do requerimento da CPI local da Pandemia. Oito deputados votaram a favor e houve uma abstenção. Para aprovar precisava de maioria, ou seja, 13 votos.

Contra a investigação

Votaram contra a CPI local da Pandemia os deputados Agaciel Maia (PL), Cláudio Abrantes (PDT), Daniel Donizet (PL), Rodrigo Delmasso (Republicanos), Hermeto (MDB), Iolando Almeida (PSC), Martins Machado (Republicanos), Rafael Prudente (MDB), Reginaldo Sardinha (Avante), Roberio Negreiros (PSD), Roosevelt Vilela (PSB) e Valdelino Barcelos (PP). Fernando Fernandes (Pros) se absteve. Foram favoráveis à instalação da CPI da Pandemia na Câmara Legislativa os deputados Leandro Grass (Rede), Arlete Sampaio (PT), Chico Vigilante (PT), Eduardo Pedrosa (PTC), Fábio Felix (PSOL), João Cardoso (AVANTE), Júlia Lucy (NOVO) e Reginaldo Veras (PDT).

Malas prontas

Herdeiro político do ex-governador Roriz, Joaquim Roriz Neto começa a ser cortejado pelos partidos no DF para as próximas eleições. Ele deixou o Pros, legenda em que esteve filiado até este ano e pela qual obteve 31.450 votos na disputa para deputado federal. Agora, Neto passa a ser o “noivo” cobiçado do momento pelo nome que carrega.

Na balança

Aos interlocutores, Neto confirmou que deseja fechar com um dos três partidos: Republicanos, PTB ou PSD. À coluna, ele confirmou que não descarta a ida para o PTB. “Conheço o pastor Fadi há muito tempo, bem antes das eleições, temos uma proximidade muito grande”, disse. A esposa de Neto, Clarissa Alves Roriz, também é evangélica e frequenta o Ministério da Fé, igreja de Fadi. Mas a ligação da família Roriz com Paulo Octávio também deve ser posta na balança para a tomada de decisão. Roriz Neto também deixa claro, em todas as conversas, que apoiará a reeleição do governador Ibaneis Rocha.

Distrital

Roriz Neto afirmou que tem intenção em ser candidato a deputado federal novamente. Porém, ele pode disputar uma vaga na Câmara Legislativa do DF. Sua mãe, Jaqueline Roriz, e sua tia, Liliane Roriz, tiveram, em suas trajetórias políticas, o cargo de deputadas distritais.

Evangélicos

Embora tenha vindo de uma tradicional família católica, Joaquim Roriz Neto é evangélico. E deve ingressar em algum partido comandado pelos religiosos. Na noite de segunda-feira, ele esteve no gabinete do deputado federal Júlio César, para uma longa conversa. Na pauta, a ida para o Republicanos. Mas nada está definido. Ontem, Neto encontrou o apóstolo Fadi Faraj, do Ministério da Fé, de Taguatinga, que comanda o PTB no DF, e que já demonstrou interesse em ter o sobrenome Roriz na legenda para as próximas eleições. Na semana passada, durante inauguração do viaduto Governador Roriz, entregue pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), Neto conversou sobre 2022 com o empresário Paulo Octávio, que comanda o PSD no Distrito Federal.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Publicado por
Ana Maria Campos
Tags: câmara legislativa CPI da Pandemia Flávia Arruda Joaquim Roriz Neto

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