Por Flávia Maia
Com legendas como “é uma benção estar com quem amamos” e “filha linda” nas fotos das redes sociais, o diretor-geral do Procon do Distrito Federal, Paulo Márcio Sampaio, mostra o vínculo com a funcionária comissionada Haliny Cristiany Silva Carneiro. Outra prova do afeto é o fato de ela ter sido nomeada para a unidade do Guará no Procon-DF no mesmo mês em que Sampaio assumiu a diretoria. Haliny ganha R$ 1,3 mil por mês.
Em julho, Haliny ganhou outro presente. Foi desviada da função de atendimento no Guará para o gabinete, no Venâncio 2000. Desde então, ela trabalha diretamente com Paulo Márcio. O desvio de função está sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, que pediu esclarecimentos ao órgão na tarde de ontem.
Procurado pelo Correio, Sampaio afirmou que Haliny é filha de amigos e que não sabia da nomeação dela no Procon-DF quando assumiu o instituto. “Eu descobri somente depois que ela já tinha tomado posse”, afirmou.
Em relação à mudança para o gabinete, o diretor garantiu que ela foi deslocada por sua qualificação profissional, uma vez que estuda direito. “Tenho um tratamento carinhoso com a Haliny, mas ela veio para o gabinete por designação”, contou Sampaio. O tratamento carinhoso inclui até a não exigência de frequência. A comissionada não comparece ao trabalho todos os dias.
E nem adianta reclamar no Procon.
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