Crédito: Marcelo Ferreira/DAPress
ANA MARIA CAMPOS
Deflagrada no ano passado pelo Ministério Público do DF, a Operação Genebra (foto) que apontou fraude na contratação da Cruz Vermelha pela Secretaria de Saúde do DF começa a dar resultados na Justiça.
Dois responsáveis pela operação, ex-funcionários da entidade, foram condenados.
A Justiça aplicou uma pena de 16 anos de prisão, sendo 13 anos em regime fechado, para Douglas Souza de Oliveira, ex-dirigente da Cruz Vermelha em Petrópolis por dispensa ilegal de licitação, peculato e lavagem de dinheiro.
Richard Strauss Cordeiro Júnior foi condenado a três anos de detenção e quatro de reclusão por dispensa ilegal de licitação.
EM 2009, a Cruz Vermelha foi qualificada como organização social pelo GDF e contratada para administrar duas UPAs.
Responsável pelo caso, o promotor de Justiça Luís Henrique Ishihara apontou que a Cruz Vermelha não tinha condições legais para ser classificada como organização social e isso ocorreu apenas para direcionar o contrato para entidade.
Outros envolvidos, inclusive Fernando Antunes, ex-secretário-adjunto de Saúde, respondem pelos crimes em outras duas ações ainda não julgadas.
De acordo com a juíza Ana Cláudia Loiola de Morais Mendes, da Primeira Vara Criminal de Brasília, Douglas deverá permanecer preso. Calculado em valores atuais, o prejuízo chega a R$ 9.737.187,66,
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