ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL
Um legado de 146 mil votos de esquerda ou até mais estará em disputa nas eleições deste ano no Distrito Federal. Esses foram os eleitores da deputada federal Érika Kokay (PT), com perfil progressista, que agora terão de optar por um candidato ou candidata identificado com a atuação da petista.
Kokay agora é pré-candidata ao Senado e deixará órfãos esses quase 150 mil eleitores.
Na disputa, estão nomes como o deputado distrital Fábio Félix (PSol), que deve concorrer à Câmara Federal, Ruth Venceremos (PT), o ex-governador Agnelo Queiroz (PT), o ex-presidente do Sindjus Roberto Policarpo (PT) e os deputados federais Reginaldo Veras (PV) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Só para citar alguns.
Entre as possíveis beneficiárias do legado de votos da deputada Erika Kokay está a professora Rosilene Corrêa, que disputou o Senado na última eleição. A ex-diretora do Sinpro teve mais de 323 mil votos em 2022. Agora, busca uma vaga na Câmara dos Deputados.
Disputa em casa
A eleição para a Câmara dos Deputados deste ano não será um passeio para ninguém. Tradicionalmente, a esquerda elege três deputados federais. Com dois deputados disputando a reeleição — Rodrigo Rollemberg e Reginaldo Veras — e outros nomes testados nas urnas, como Agnelo Queiroz, o embate entre aliados será grande.
De olho nos eleitores de Bia Kicis
No campo da direita, também haverá uma guerra pela herança dos votos da deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que também deve se candidatar ao Senado.
Bia obteve quase 215 mil votos, correspondente a 13,32% do eleitorado. Foi a mais votada no DF em 2022.
Entre os possíveis herdeiros, está o deputado distrital Thiago Manzoni (PL), afilhado político de Bia, além de outros nomes identificados com o bolsonarismo.
Quem conseguir se apresentar melhor com esse perfil terá vantagem.

