Drácon: MPF defende que STJ negue o arquivamento de ação contra distritais

Compartilhe

O Ministério Público Federal (MPF) pediu que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recuse os recursos dos distritais Celina Leão (PP) e Cristiano Araújo (PSD) que pedem o trancamento da ação por corrupção passiva, aberta pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) com o recebimento da denúncia, em março de 2017, no âmbito da Drácon. Os dois são acusados de cobrar propina em troca da destinação de R$ 30 milhões em sobras orçamentárias a empresas prestadoras de serviços de UTI que mantinham contratos com o governo.

Atualização: Diferente do que o CB.Poder publicou, o MPF não pediu que o recurso do distrital Raimundo Ribeiro (MDB) fosse negado. Tal manifestação do órgão ministerial deu-se em processo distinto, desconexo da Drácon. A PGR, inclusive, havia recomendado, em 2017, que o STJ deferisse o habeas corpus impetrado pelo parlamentar e garantisse o trancamento da ação penal contra ele por fragilidades na denúncia que o tornou réu no caso do recebimento de propina em troca de sobras orçamentárias para a Saúde, conforme mostrou o blog à época.

Os agravos em recurso especial estão prontos para julgamento. No primeiro, Celina e Cristiano argumentam que “a denúncia é manifestamente inepta, por ser genérica e não descrever fatos juridicamente relevantes quanto ao suposto crime de corrupção passiva, ao não relatar e descrever sua participação no fato delituoso”.

Em contra-argumentação, entretanto, o subprocurador-geral da República Hugo Gueiros Bernardes Filho aponta que a acusação apresenta “fartos elementos indiciários de prática delituosa”. “Qualquer dúvida sobre a participação de algum dos agravantes será dirimida no curso da instrução criminal em juízo, etapa na qual poderão contestar a denúncia e indicar, de modo detalhado, os elementos fáticos para a sua inocência”, destacou.

Início de audiências e produção de provas

No último mês, o relator da ação penal no Conselho Especial do TJDFT, desembargador José Divino de Oliveira, determinou o início da instrução criminal, etapa na qual  são produzidas as provas que embasam a sentença. A indicação consta na decisão em que o magistrado negou a absolvição sumária dos réus, por acreditar que não houve a apresentação de provas cabais da inocência.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Celina Leão (PP), Cristiano Araújo (PSD), Julio César (PRB), Raimundo Ribeiro (MDB) e Renato Andrade (PR) destinaram sobras orçamentárias do Legislativo local para a quitação de dívidas do GDF com prestadoras de serviço em UTIs, em troca de propina.

Antes disso, eles teriam pedido vantagens indevidas ao presidente da Associação Brasiliense de Construtores, Afonso Assada, como contrapartida ao repasse milionário para o pagamento de empresas responsáveis por obras de manutenção das escolas públicas. Devido às investidas, os promotores imputaram o crime de corrupção passiva aos parlamentares duas vezes. Todos os deputados negam as acusações.

Posts recentes

  • CB.Poder

Ibaneis volta atrás e fala em Celina reeleita

Após vir a público se dizer decepcionado com a atual governadora Celina Leão (PP), o ex-governador do…

2 dias atrás
  • Eixo Capital

Próxima demais de Ibaneis

*Coluna Eixo Capital publicada neste sábado (23/5), por Mila Ferreira Jackeline Couto Canhedo, exonerada por…

2 dias atrás
  • CB.Poder

“Me sinto pronto para assumir qualquer posto”, diz Rafael Prudente

Por MILA FERREIRA - Um dia após o MDB anunciar que não abre mão de…

4 dias atrás
  • CB.Poder

PT-DF lança nomes novos e veteranos para o Legislativo

Por MILA FERREIRA — O PT-DF bateu o martelo quanto aos candidatos à Câmara Legislativa…

6 dias atrás
  • CB.Poder

PL-DF lança nomes inéditos à Câmara Federal

Por MILA FERREIRA - A empresária do ramo da gastronomia, Maria Amélia, lança, nesta terça-feira,…

6 dias atrás
  • CB.Poder

PSol sugere vice para chapa de Grass

Por MILA FERREIRA - Em reunião com o PT, o PSol colocou na mesa o…

1 semana atrás