Ex-presidente do BRB muda defesa para tentar delação premiada

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ANA MARIA CAMPOS

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa decidiu mudar a estratégia de defesa para tentar sair da prisão. Ele é apontado pela Polícia Federal com beneficiário de propina em imóveis que somam R$ 146 milhões em troca de favorecer as operações bilionárias do BRB com o Banco Master. O montante chega a R$ 21,9 bilhões.

Paulo Henrique comunicou nesta tarde (22/04) ao criminalista Cleber Lopes, que decidiu trocar de advogado. O objetivo é negociar um acordo de delação premiada.

Dessa forma, o ex-presidente do BRB contratou o advogado Davi Tangerino, professor de direito penal na UERJ e doutor pela USP, especializado em direito penal empresarial e econômico.

Sócio-fundador do escritório Davi Tangerino & Salo de Carvalho Advogados, atua em casos estratégicos, consultoria e contencioso, com passagem como head criminal no Trench Rossi Watanabe.

O ex-ministro da Justiça Eugenio Aragão, subprocurador-geral da República aposentado também deverá atuar na defesa.

A aposta de Paulo Henrique é de que a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai manter a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça.

“Depende das circunstâncias”

Eugenio Aragão ainda não conversou diretamente com Paulo Henrique, mas confirmou que assumirá a defesa em trabalho de equipe com Davi Tangerino. Um advogado de seu escritório está se dirigindo ao Complexo Penitenciário da Papuda para as primeiras tratativas.

O ex-ministro da Justiça diz que ainda é cedo para falar sobre colaboração de Paulo Henrique que leve a benefícios porque a nova defesa está no início. Sobre concordar ou não com o instituto da delação, o advogado afirma: “Depende das circunstâncias”.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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