Texto publicado por Ana Maria Campos neste sábado (28/3) — Termina hoje o segundo mandato de Ibaneis Rocha à frente do Palácio do Buriti. Foram sete anos e três meses de gestão de um governador reeleito em primeiro turno e que chegou ao governo em 2018 depois de iniciar uma campanha com 1% das intenções de votos, quando ninguém acreditava que venceria as eleições. Ibaneis comandou com um estilo próprio, com um grupo restrito de assessores de total confiança, como o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, que também deixa o cargo hoje. Rigoroso, delegou, cobrou, mas concentrou decisões. Poucos — muito poucos — falam por Ibaneis.
Turbulências
Três momentos marcam os últimos sete anos e três meses no Distrito Federal e vão ficar registrados na história. A pandemia de covid-19, que atingiu o planeta, iniciada no segundo ano de mandato de Ibaneis, paralisou projetos, mudou rumos e investimentos e exigiu uma gestão voltada prioritariamente a emergências de saúde. Atingiu diretamente a vida das pessoas, quebrou empresas e atingiu a economia mundial. Logo no comecinho do segundo mandato, houve o 8 de janeiro de 2023, com a invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, e o afastamento temporário de Ibaneis. Na reta final, a crise do BRB.
Projeto de governo na área social e candidatura de deputada
A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia assinou ontem à noite a filiação ao PSD em festa organizada pelo partido para recebê-la. Ela explica que recebeu o convite para ajudar o ex-governador José Roberto Arruda, pré-candidato ao Buriti, pelo PSD, no plano de governo na área social. Ela ouviu do presidente nacional, Gilberto Kassab, o compromisso de empenho para eleger uma grande bancada de mulheres no Congresso. “Saí da política, mas a política não sai de mim. Sou grata a Brasília por tudo que ela já me proporcionou”, disse Abadia à coluna.
Convite rejeitado
A ex-deputada federal e distrital Jaqueline Roriz também foi convidada a se filiar ao PSD. Foi um chamado do próprio presidente nacional, Gilberto Kassab. Ela disse ao Correio que não vai topar. Arruda ainda não desistiu, embora o prazo final para filiações partidárias partidárias termine em 4 de abril. “O tempo, na politica, é muito inexato. Às vezes um ano é pouco e outras vezes sete dias é muito”, diz o ex-governador.
Ação popular pede suspensão de lei que pode privatizar acessos públicos ao Lago Paranoá
O presidente do PSB/DF, Rodrigo Dias, o ex-governador Rodrigo Rollemberg e Ricardo Cappelli (presidente da ABDI) acionam a Justiça para impedir cercamento de becos públicos no Lago Sul e Lago Norte. Uma ação popular ajuizada na Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF pede a suspensão imediata da Lei Complementar Distrital 1.055/2025 e do Decreto nº 48.302/2026, normas que autorizam a concessão de uso de becos públicos nas regiões administrativas do Lago Sul e Lago Norte, áreas que dão acesso ao Lago Paranoá.

