Crédito: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press
Surgiu um movimento na Câmara Legislativa para matar sem análise as representações por quebra de decoro contra os cinco deputados investigados na Operação Drácon: Celina Leão (PPS), Júlio César (PRB), Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato (PR) e Cristiano Araújo (PSD). O assunto surgiu abertamente ontem em reunião dos deputados. A advogada da causa foi a deputada Sandra Faraj (SD). Com argumentos previamente ensaiados, ela defendeu que não há “materialidade” nas denúncias de cobrança de propina para aprovação de emenda parlamentar destinada a pagamento de empresas na área de saúde. O escândalo ficou conhecido como UTIGate, quando vieram à tona gravações feitas pela deputada Liliane Roriz (PTB). A ideia, defendida por Faraj, é que todas as bancadas ofereçam apoio político para o engavetamento das representações. Que seja uma obra coletiva da Câmara Legislativa.
Parecer pelo arquivamento
Um dos investigados na Operação Drácon, o deputado Raimundo Ribeiro (PPS), que é advogado, apresentou parecer para respaldar a decisão da Câmara Legislativa. O argumento é de falta de materialidade. Ele diz que sequer há uma denúncia formal do Ministério Público do DF contra os alvos das representações. O PSol pediu a abertura de processo por quebra de decoro contra todos os alvos da Operação Drácon. No caso do PT, o pedido envolve apenas a presidente afastada da Casa, Celina Leão (PPS).
Metade
Não houve consenso na proposta de Sandra Faraj (SD). Mas poucos deputados demonstraram reação contrária. É possível que pelo menos metade da Casa apoie o arquivamento das representações. Mas para dar certo o caso precisa passar pela Mesa Diretora, hoje formada pelos deputados Juarezão (PSB), Agaciel Maia (PR), Lira (PHS) e Rodrigo Delmasso (PTN).
Na mão dos investigados
Se o Conselho Especial do Tribunal de Justiça reconsiderar a decisão do desembargador Humberto Ulhôa e autorizar a volta dos membros da Mesa Diretora, as representações por quebra de decoro serão analisadas pelos próprios investigados. Nesta semana, a defesa de Celina deu entrada no recurso. Está nas mãos do relator, desembargador José Divino.
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