A presidente da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, Lúcia Willadino Braga, enviou resposta ao pedido de abertura de leitos para doentes com covid-19 naquela unidade, enviado pela Secretaria de Saúde do DF. Willadino esclareceu que a unidade já presta assistência a pacientes que sobreviveram com sequelas à infecção pelo novo coronavírus e precisam de reabilitação.
Segundo Lúcia Willadino, a procura pelo atendimento no Sarah cresceu em meio à pandemia. “Em consequência da expansão do número de infectados pelo vírus, há diariamente uma demanda adicional significativa por reabilitação de pacientes que sobreviveram à covid com sequelas graves que envolvem disfunções motora, neurológica e cognitiva”, explica.
O tratamento envolve várias terapias desenvolvidas na rede. No caso de internações, como requisitou a Secretaria de Saúde em ofício nesta manhã (16/03) ao Sarah, Willadino esclarece que as nove unidades da rede atendem a mais de 1,5 milhão de pessoas por ano, sendo a maioria pertencente aos grupos de risco de agravamento em caso de contaminação pelo novo coronavírus.
São pacientes idosos ou pessoas com lesões neurológicas graves, imunodepressão, paraplegia, tetraplegia ou com outros quadros de deficiência, além de outras comorbidades associadas, que não podem ter seus tratamentos suspensos.
“Nossos leitos e procedimentos cirúrgicos se destinam a esses pacientes graves e alto risco de morte”, afirma Lúcia Willadino.
A presidente do Sarah ainda argumentou que a infraestrutura de espaço e equipamentos e os recursos humanos são voltados para reabilitação, não sendo adequadas para receber pacientes para internação especializada em covid-19. Mesmo assim, a Rede tem dado a sua contribuição. Desde o início da pandemia, temos realizado empréstimo de materiais e equipamentos para as Secretarias de Saúde estaduais e municipais de todas as unidades da federação em que a Rede tem unidade hospitalar, para auxiliar neste momento de enfrentamento da situação”, diz.
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