Confira depoimentos de moradores de Brasília que venceram a covid-19

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Eixo Capital // Por Ana Maria Campos

Natal de oração

“É um misto de gratidão, por ter me recuperado, e de tristeza, por ver quantos não tiveram a mesma bênção. Será um Natal de oração por todos.”
Daniela Teixeira, advogada, vice-presidente da OAB-DF

Respostas para a cura

“Primeiramente, a crença de que, acima de nós, existiu um Deus em que tudo é possível, especialmente a cura! A corrente positiva de amigos e familiares sempre nos fortalece e, não menos importante, é a certeza de que homens e mulheres estudiosos da saúde estão diuturnamente, por meio da ciência, buscando respostas para a cura! Verdadeiras heroínas, todas essas pessoas! Sobre a experiência: assustadora, pois essa doença nos tira a certeza de controle das coisas! Tornamo-nos submissos aos desígnios daqueles que nos assistem! Não que isso seja um problema, porém, a dúvida, a falta de respostas objetivas, o alto número de infectados e de mortes nos deixam extremamente vulneráveis e com medo! Mesmo diante de tudo isso, é possível vencer e, graças a Deus, estamos vencendo!”
Rogério Leão, coronel da reserva da PMDF

Em busca do meio-termo

“A covid-19 ataca as pessoas de diversas formas, e cada uma de um jeito diferente. Algumas fisicamente; outras, emocionalmente. No meu caso, a doença foi muito dura fisicamente, e agradeço a Deus e a todos que estiveram ao meu lado. O Brasil, diferentemente de outros países mais desenvolvidos, não suporta um novo lockdown completo. Diversos setores não sobreviverão. É preciso achar um meio-termo, em que não se condenem milhões de brasileiros ao desemprego nem à doença. No país, imperam extremistas que renegam a doença ou alarmistas que amplificam o caos. É necessário encontrar um meio-termo, no qual os que não têm comorbidades saiam para trabalhar e a economia continue em movimento; em que o Estado precise estar preparado para medicar, atender e vacinar toda a população. No início, fecharam tudo para que o Estado tivesse esse tempo. Já se passaram nove meses. Então, tempo teve! Infelizmente, não fizeram direito. Agora, é preciso um debate amplo com os setores da sociedade para encontramos soluções eficazes.”
Eduardo Pedrosa, deputado distrital

Desafio

“Venci a covid-19. No entanto, tive praticamente todos os sintomas dessa doença, que afeta tanto o nosso físico quanto o psicológico. Não é fácil ficarmos isolados quando carecemos de cuidado e acolhimento. Foi uma experiência muito desafiadora.”
Leandro Grass, deputado distrital

Fator psicológico

“Não fosse pela momentânea perda do olfato e do paladar, teria sido a mais tranquila das experiências que já vivi. A covid-19, para mim, foi muito menos do que uma gripe. E em nenhum momento tive medo. Em nenhum momento… E até acho que esse fator psicológico foi determinante para que fosse tudo tranquilo.”
Josué Ribeiro, delegado da Polícia Civil


Vontade de viver

“A covid-19 me pegou em cheio no Dia dos Pais, quando fui internado. Em menos de uma semana, o quadro se agravou e acabei intubado. Tive outras doenças oportunistas, mas minha vontade de viver era imensa. Depois de 60 dias em uma cama hospitalar, sendo 40 deles na UTI, e de duas outras internações, que somaram mais 11 dias, consegui estabilizar minha saúde. Estou na reta final da recuperação, reiniciando fisioterapia e fonoaudiologia, e devo regressar ao trabalho agora em janeiro. Ainda terei limitações e sequelas para enfrentar por alguns anos. Mas, hoje, tenho mais fé em Deus, reforçada pela opinião dos médicos sobre o milagre que ocorreu comigo, e perseverança, para lutar pela minha saúde e pela do próximo.”
Jorge Eduardo, jornalista

Bênção

“Como vice-governador e presidente do Comitê Todos Contra a Covid, estive à frente de várias ações para minimizar os impactos da pandemia na nossa cidade. Mesmo respeitando todos os protocolos de distanciamento, uso de máscara e higiene constante das mãos, acabei exposto ao vírus. O pior do diagnóstico é a incerteza da evolução da doença. Vai ser leve? Vai complicar? Acho que todo mundo passa por isso. No meu caso, a covid foi bem séria: sou diabético e cardíaco. Fiquei internado vários dias. E, depois da alta, acabei tendo de voltar para o hospital, em decorrência de complicações pós-covid — o que, aliás, é outro momento bem difícil da doença. Graças a Deus, estou bem! Agradeço a Deus todos os dias por essa bênção. Sinto muito e rezo pelos que perderam a vida lutando essa dura batalha. E sigo alertando a todos da nossa cidade sobre a importância do uso da máscara, do álcool em gel, de evitar aglomerações e de fazer a sua parte, para sairmos da pandemia o mais brevemente possível.”
Paco Britto, vice-governador do DF

Futuro melhor

“Você só tem ideia do tamanho do perigo quando está dentro dele. Foi assim que me senti quando vi o diagnóstico da covid-19 ao lado do meu nome. Pelo resto da vida, a lembrança que carregarei daqueles dias de confinamento é a da vulnerabilidade da vida, ao lado da certeza de que estamos em um mundo ameaçado. Depois disso, concluí que levar uma vida de contemplação vai além do egoísmo, chega a ser mesquinho. Temos de construir um futuro melhor.”
Bartolomeu Rodrigues, o Bartô, jornalista e secretário de Cultura

Abalo emocional

“É muito maluco estar em guerra com um inimigo que não podemos enxergar e, quando menos se espera, em uma visita segura a uma amiga grávida, tenho contato com o vírus. Apesar de os meus sintomas terem sido mais brandos, o psicológico afeta bastante, sem saber se o próximo minuto pode ou não ser vital. Ao fim, ainda que com o emocional abalado, estou ótima.”
Juliana Jardim, publicitária

Sensação de impotência

“Foi muito difícil lidar com a covid-19. Você se sente impotente diante de uma doença que não tem remédio, não tem vacina e que mata. Foram seis dias de UTI, mas, graças a Deus e aos profissionais de saúde, consegui superar a doença!”
Anderson Torres, delegado e secretário de Segurança Pública do DF
robertofonseca

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