Crédito: Gustavo Moreno/CB/D.A Press
O doleiro Fayed Antoine Traboulsi, preso ontem pela Polícia Federal, é uma figura conhecida no submundo da política – e da Justiça – do Distrito Federal. O juiz Ricardo Augusto Soares Leite destacou em sua decisão que Fayed tem “personalidade voltada para a prática delitiva”. Uma das primeiras denúncias que colocaram luz sobre as atuações do doleiro envolveu também o ex-governador Joaquim Roriz e o delator da Caixa de Pandora, Durval Barbosa. Eles foram acusados dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha pelo suposto desvio de recursos públicos para a campanha eleitoral de 2002. O caso ainda tramita na 1ª Vara Criminal de Brasília e, por conta da demora na conclusão do processo, já houve prescrição das denúncias por formação de quadrilha.
Beneficiado pela prescrição e com vida milionária
Outra ação envolvendo Fayed prescreveu este ano. Ele havia sido acusado de crime contra o sistema financeiro por manter casas de câmbio em funcionamento sem autorização do Banco Central. A denúncia foi recebida em janeiro de 2008 mas, em julho deste ano, ao analisar o caso, a Justiça Federal constatou que já havia transcorrido prazo superior a oito anos e, portanto, a punibilidade estava extinta. O patrimônio do doleiro chama a atenção: em 2013, ele teve carros de luxo e um iate apreendidos.
Acusações desde os anos 1990
Fayed é réu em uma ação de improbidade ao lado do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A inicial foi recebida pela Justiça Federal em 2013. O Ministério Público investigou supostas irregularidades no extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, com pagamento ilegal de precatórios nos anos 1990, quando Padilha era ministro dos Transportes. Os recursos teriam sido enviados para o exterior por doleiros do DF – entre eles, Fayed. O processo tramita na 6ª Vara Federal de Brasília.
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