Luiz Estevão
Luiz Estevão Crédito: Daniel Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília Luiz Estevão

Cassação de Luiz Estevão no Senado completa 20 anos

Publicado em Eixo Capital, Notícias
Coluna Eixo Capital/Por Alexandre de Paula

Vinte anos atrás, o empresário Luiz Estevão tornava-se o primeiro senador cassado por colegas na história da Casa. À época, 52 parlamentares decidiram pela perda do mandato do então representante do Distrito Federal por quebra de decoro. A razão fatal para a punição ao ex-político foi o fato de Estevão ter omitido, da CPI do Judiciário, que tinha relações comerciais com a Incal, empresa responsável pela obra superfaturada do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Mais tarde, o senador também foi punido pelo envolvimento nos desvios e irregularidades da obra e acabou condenado a 26 anos de prisão.

Em casa

Estevão passará a data marcante no conforto do próprio lar. Apesar de cumprir pena em regime semiaberto, o empresário recebeu autorização para ficar em casa, por causa da pandemia, por meio de um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ). No início da pandemia, a defesa do ex-senador alegou que ele estava com sintomas da doença e lembrou que, pela idade, o empresário faz parte do grupo de risco. Os testes deram resultado negativo para a covid-19, mas a autorização para continuar em casa permanece valendo.

Violência contra idosos

O Distrito Federal lidera, na região Centro-Oeste, a triste estatística de denúncias de violência contra idosos por habitante. Levantamento do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) mostram que, em 2019, foram 32,7 denúncias de violações por 100 mil habitantes registradas no balanço anual do Disque 100 (Disque Direitos Humanos). No total, foram 989 casos na capital federal.

Figurinhas

Em tempos de hiperconexão, os políticos não são poupados pela fábrica de memes das redes sociais. Pelos aplicativos de mensagens da capital federal, pipocam figurinhas fazendo troça com os representantes do DF. O governador Ibaneis Rocha é a estrela de várias delas. Depois das medidas tomadas na pandemia, então, as figurinhas de Ibaneis não param de aparecer. “Nada tá bom pra vocês”, ironiza uma delas sobre o fechamento e a
posterior reabertura do comércio.

No governo federal

O coronel da Polícia Militar do DF Carlos Machado Paim foi efetivado nessa semana à frente da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Da 4ª Turma da Academia, Paim foi subsecretário de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e tem boa relação com o secretário de segurança do DF, Anderson Torres.

Mandou bem

Decisão liminar da Justiça Federal que obriga o presidente da República, Jair Bolsonaro, a usar máscara em espaços públicos do DF, como prevê decreto em vigor na capital. Como líder do país, Bolsonaro tem obrigação de dar exemplo.

Mandou mal

O presidente da Embratur, Gilson Machado, ao fazer comentários preconceituosos contra homossexuais em live com presença da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

A pergunta que não quer calar

Com a epidemia em crescimento, o DF está preparado para abertura de bares, restaurantes, salões e academias sem
que o impacto seja muito grande?

SIGA O DINHEIRO

R$ 132,6 MILHÕES
Valor gasto pelo GDF para manutenção de atividades de limpeza pública de janeiro a maio de 2020.

Enquanto isso…
Na sala de Justiça

Ex-mulher do advogado Frederick Wassef, Cristina Boner foi excluída de condenação de improbidade administrativa em ação que julgou suposto esquema ilícito de direcionamento de contrato no âmbito da Operação Caixa de Pandora pela 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) nesta semana. Ela tinha sido condenada em junho do ano passado por supostas irregularidades em processo de contratação de empresa de informática pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) em 2006. O caso foi delatado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa. O valor do contrato era de mais de R$ 9 milhões.

Só papos

“Seu mentiroso costumaz (sic). É 24h por dia de abobrinha, ou melhor, de socialismo e liberdade! Vá arrumar o que fazer, deputado”

Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador

“O correto é contumaz, Tonho. Não costumaz. Mas a gente dá um desconto, afinal, o cerco está se fechando e você deve estar mais nervoso do que de costume. É compreensível”

Marcelo Freixo (PSol-RJ), deputado federal