ANA MARIA CAMPOS
Ricardo Cappelli se despediu hoje (01/04) da presidência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e agora vai se concentrar na pré-candidatura ao Palácio do Buriti.
A desincompatibilização do cargo até 4 de abril é uma exigência da legislação eleitoral para quem pretende concorrer nas eleições de outubro.
Ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, interventor federal da segurança do DF depois dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, Cappelli tem postura crítica e combativa em relação aos governos de Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP).
Ele foi uma das primeiras vozes a denunciar riscos ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB) pelas operações com o Banco Master, que acabou sendo liquidado pelo Banco Central (BC), após a Operação Compliance Zero.
A crise no BRB, certamente, será a principal bandeira de Cappelli no confronto na campanha.
No campo progressista, os partidos estão divididos e dificilmente estarão juntos no primeiro turno. Além de Cappelli do PSB, está nas ruas a pré-candidatura do ex-presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) Leandro Grass (PT).

