À QUEIMA ROUPA: Ricardo Cappelli, presidente da ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial) é pré-candidato ao Palácio do Buriti
“O PSB terá candidato ao Buriti”
Já estamos perto do prazo de desincompatibilização. Você está decidido a deixar a presidência da ABDI e concorrer nas eleições?
Sim, eu tenho andado muito, conversado com o povo, já dormi durante uma semana em casas de 15 regiões administrativas diferentes. Estou convencido de que vamos ganhar as próximas eleições.
Vai mesmo disputar o Palácio do Buriti?
Sim. Nós vamos promover o reencontro da Brasília de Juscelino com o Distrito Federal de Joaquim Roriz por meio de um projeto popular, democrático e inovador. Vamos inaugurar o “Vale do Silício” brasileiro. Temos capital humano de sobra, grandes universidades e localização privilegiada, o que falta é projeto. A nossa capital vai voltar a inspirar o país
Os partidos progressistas têm duas pré-candidaturas ao GDF colocadas — a sua e a de Leandro Grass. É um impasse que impede uma aliança ampla?
É natural que os partidos tenham seus projetos. Vamos buscar a unidade até o fim, mas ela não é condicionante. Queremos construir uma Frente Ampla para além da esquerda, com todos os partidos que fazem oposição ao projeto Ibaneis-Celina. A esquerda sozinha não ganha a eleição. Em respeito ao povo mais sofrido do DF, não temos o direito de “marcar posição”. Temos que montar uma Frente Ampla para ganhar as eleições.
O PSB se contentaria com a vice na chapa do PT, considerando que os petistas já apoiam Erika Kokay e Leila Barros para o Senado?
Não. O PSB terá candidato ao Buriti
A divisão em duas candidaturas ao GDF pode levar à derrota da esquerda?
O problema não é a derrota da esquerda, o problema são as pessoas que estão morrendo na fila da saúde por falta de atendimento básico, a cidade às escuras, abandonada, a questão é querer empurrar para o contribuinte do DF a conta do rombo bilionário que eles criaram com as fraudes no BRB. Tenho esperança de que o bom senso vai prevalecer na construção da unidade em torno de uma Frente Ampla.
O presidente do PSB-DF, Rodrigo Dias, cita uma possível aliança com partidos de centro não afinados com o atual governo do DF. Que partidos seriam esses?
Temos conversado com vários partidos. Até o final de março acredito que teremos novidades.
Acredita que o presidente Lula ou o comando da campanha nacional vai intervir em nome de uma união no DF?
A reeleição do presidente Lula é o projeto maior, estratégico, nesse momento de ameaça à democracia. Eu comandei nas ruas a resistência à tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023. Nós não estamos vivendo tempos de normalidade. Em colégios eleitorais mais complexos como o DF, onde Bolsonaro teve quase 60% dos votos em 2022, a construção de uma Frente Ampla Democrática é uma necessidade histórica. Marcar posição com uma chapa estreita é arriscar retrocesso em nosso projeto estratégico. Eu tenho muita confiança de que essa realidade vai prevalecer.
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