“Blocão” da CLDF define nomes para a CPI do Terrorismo

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ARTHUR DE SOUZA

O bloco “A Força da Família” da Câmara Legislativa (CLDF) indicou os nomes que devem fazer parte da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar os atos golpistas ocorridos em 12 de dezembro de 2022 e 8 de janeiro de 2023. Tratam-se dos deputados Pastor Daniel de Castro (PP) e Jaqueline Silva (Agir).

Líder do “blocão”, João Cardoso (Avante) disse que a escolha é uma demonstração de que o bloco deseja uma CPI com característica técnica e focada nos fatos. “Estamos bem representados”, afirma o deputado.

Com isso, a CPI tem cinco indicações de nomes oficializadas. Além de Daniel de Castro e Jaqueline Silva, os parlamentares Chico Vigilante (PT), Fábio Félix (PSol) e Joaquim Roriz Neto (PL), foram escolhidos por seus respectivos blocos/bancadas.

Faltam ainda as indicações do MDB e do Bloco União Democrática. Os nomes cotados são, respectivamente, o deputado Hermeto (MDB) e o líder do governo, Robério Negreiros (PSD).

Requerimento

No último dia 18 de janeiro, durante uma sessão extraordinária, o requerimento que pede a instalação da CPI foi lido na presença dos deputados. Em encontro híbrido, 23 dos 24 deputados estiveram presentes — apenas Daniel Donizet (PL) não participou do encontro.

Relembre

A CPI vai investigar os atos terroristas ocorridos no dia 12 de dezembro de 2022 e no dia 8 de janeiro de 2023. Em dezembro, terroristas incendiaram ônibus, tentaram invadir o prédio da Polícia Federal e quebraram vidros na 5ª Delegacia de Polícia, na área Central de Brasília. No último dia 8 de janeiro, um grupo de terroristas vestidos de verde e amarelo invadiu os prédios do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional — Senado e Câmara Federal — e do Palácio do Planalto, depredando o patrimônio e causando danos sem precedentes.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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