Após polêmica, GDF propõe passe livre para estudantes carentes e da rede pública

Compartilhe

O governo fechou o texto do projeto de lei que vai alterar as regras do passe livre estudantil. A proposta prevê o fim da gratuidade para alunos matriculados em escolas privadas. Só terão garantia de catraca livre os alunos de instituições particulares que comprovarem renda de até três salários mínimos ou que forem beneficiários de algum programa social do DF ou do governo federal. Os matriculados em colégios da rede pública vão manter o benefício do passe livre, sem necessidade de comprovação de renda.

A proposta deve assegurar uma economia de R$ 110 milhões por ano aos cofres públicos. As regras foram definidas nesta quinta-feira (07/02), em uma reunião entre o governador Ibaneis Rocha e deputados distritais integrantes da base aliada. O encontro ocorreu no Palácio do Buriti. Os parlamentares presentes concordaram com a versão final do texto, o que deve garantir a aprovação do projeto de lei na Câmara Legislativa.

Além do fim do passe livre para a maioria dos estudantes da rede particular, o projeto de lei estabelece uma série de restrições às viagens realizadas com o cartão. O GDF quer definir um limitador para que os estudantes usem apenas 54 passagens por mês. Outra ideia é restringir as linhas que podem ser usadas, para evitar que o estudante utilize o transporte público para viajar a outros destinos diferentes da escola.

Em Goiânia, o estudante tem isenção em no máximo 48 viagens por mês. Em São Paulo, ele pode fazer duas viagens diárias, com até quatro embarques. A legislação atualmente em vigor no DF não estabelece restrições. O detalhamento de horários e linhas que podem ser usadas não deve ser incluído no projeto de lei do GDF. A ideia é estabelecer diretrizes gerais para fazer essas restrições e, a partir da aprovação da iniciativa, definir o detalhamento por meio de decreto e portarias.

Para tentar ganhar o apoio de distritais e da sociedade, o governo vai apresentar dados do impacto orçamentário do benefício. Em 2010, quando houve a instituição da catraca livre para estudantes, o custo do passe aos cofres públicos era de R$ 45 milhões por ano. Em 2018, essa despesa alcançou R$ 300 milhões. As passagens liberadas para estudantes representam metade de todas as gratuidades do sistema – além de alunos, idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência também podem recorrer ao transporte público da capital federal sem pagar.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

Posts recentes

  • CB.Poder

PDT anuncia advogado Raphael Sodré como primeiro suplente da chapa de Leila

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL O PDT e a Federação PSOL-Rede anunciaram nesta sexta-feira (07/08) o…

6 horas atrás
  • CB.Poder

Avante, do ex-senador Gim Argello, rompe com chapa de Arruda depois de anúncio de vice

ANA MARIA CAMPOS Com o anúncio de que o ex-deputado Luiz Pitiman (PSD) será o…

2 dias atrás
  • CB.Poder

Eleições no DF: veja como estão as chapas para o GDF e Senado

ANA MARIA CAMPOS Acabou nesta quarta-feira (05/08) o prazo para a realização das convenções partidárias…

2 dias atrás
  • CB.Poder

Ex-deputado Luiz Pitiman será vice de Arruda

ANA MARIA CAMPOS O ex-deputado federal Luiz Pitiman (PSD) será o vice na chapa do…

2 dias atrás
  • CB.Poder

Paula Belmonte, Reguffe, Cappelli, Rollemberg e Cristovam podem se unir

ANA MARIA CAMPOS Os candidatos ao Buriti Ricardo Cappelli (PSB) e Paula Belmonte (PSDB) terminaram…

2 dias atrás
  • CB.Poder

PDT e Leila vão com Grass

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL No prazo final das definições sobre alianças, o PDT da senadora…

2 dias atrás