A ordem no governo Rollemberg é não ceder aos professores em greve. O governador só aceitou receber hoje à tarde uma comissão de sindicalistas e o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, a pedido dos deputados Chico Vigilante (PT), Ricardo Vale (PT) e Reginaldo Veras (PDT). Mas o acordo previa que os docentes desobstruíssem a via em frente ao Palácio do Buriti.
Rollemberg só vai abrir a reunião e sair. A negociação será conduzida pelo chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio. O corte de ponto para grevistas também está mantido. Essa pode ser uma longa crise com a categoria. O Sindicato dos Professores (Sinpro) não pretende recuar e aposta na reposição das aulas, com pagamento das horas compensadas no ano letivo.


3 thoughts on “Estratégia do Buriti é manter Rollemberg longe da negociação com os professores”
O Sinpro não “aposta” na reposição das aulas. Essa é uma prática legal e acertada entre os professores grevistas. Não estamos em greve para prejudicar os nossos alunos, e sim, por melhores condições na Educação Pública. Em nenhum momento fez parte da nossa pauta de reivindicações o aumento salarial. Estamos lutando por pagamentos de pecúnias atrasadas, melhores condições nas escolas, onde falta até papel para atividades básicas de sala de aula, e principalmente, contra a Reforma da Previdência.
Quer dizer que o professor não concorda com a reforma da previdência e deixa de dar aulas? Você acha razoável deixar de trabalhar, deixar seus alunos sem aulas por causa da sua opinião pessoal sobre uma questão econômica? Que direito vc tem de impor o ônus de sua opinião sobre seus alunos?
Faltou dizer que mais de 80% da população do país compartilha dessa “opinião pessoal”.