ANA MARIA CAMPOS
Quase 10 anos depois da deflagração da Operação Aquarela, a Justiça suspendeu, por prescrição, a acusação por formação de quadrilha contra o ex-governador Joaquim Roriz, contra o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklim de Moura e contra o doleiro Georges Fouad Kammoun.
Previsto no artigo 288 do Código Penal, o crime de formação de quadrilha estabelece penas de um a três anos de reclusão. A denúncia, do Grupo de Atuação Especial do Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi recebida em 10 de junho de 2011, mas o mérito nunca foi analisado.
A Operação Aquarela apontou a existência de um esquema de desvios de recursos do BRB por meio de contratos intermediados pela Asbace (Associação Brasileira de Bancos Estaduais).
O pedido de reconhecimento da prescrição foi feito pelo próprio Ministério Público do DF. Mas a ação penal segue contra outras 19 pessoas.
Em audiência realizada ontem (27/03), a juíza Ana Cláudia Loiola de Morais Mendes, da 1ª Vara Criminal, se baseou no Código de Processo Penal, segundo o qual são reduzidos pela metade os prazos de prescrição quando o denunciado tem mais de 70 anos. É o caso dos três réus beneficiados pela decisão.


2 thoughts on “Por prescrição, Roriz deixa de ser réu da Operação Aquarela”
Tá brincando!!! Que podemos esperar dos que estão na fila e os que estão entrando agora com toda essa safadeza em nossa amada Cidade? É o fim da picada mesmo…Acorda gente que a coisa está ficando feia para o Povão!
Essa morosidade da Justiça é uma ação deliberada para proteger os grandes bandidos do país. O mesmo acontece no Supremo Tribunal Federal… Os políticos corruptos estão protegidos pelo manto do STF, o que explica a batalha pelo foro privilegiado e a mudança na lei sobre abuso de autoridades. A Justiça fomenta a corrupção no Brasil.