Gastos com passe livre
Gastos com passe livre Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press Gastos com passe livre DFTrans

Gastos com passe livre subiram 164% em três anos

Publicado em CB.Poder

Os gastos do governo com o pagamento de passe livre aumentaram 164,2% em apenas três anos. As despesas saltaram de R$ 140,3 milhões, em 2013, para R$ 370,7 milhões, no ano passado. A gratuidade para estudantes consome a maior parte dos recursos: há três anos, o custo das passagens para alunos foi de R$ 84,1 milhões. Em 2016, esse valor chegou a R$ 273,4 milhões. De acordo com a Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal, cerca de 40% dos beneficiados com a tarifa zero estão matriculados em escolas particulares e 60% em estabelecimentos públicos de ensino. A crise no transporte suscitou um debate sobre a falta de critério social para a concessão do passe livre, a exemplo do que ocorre na maioria das capitais brasileiras. A média nacional de gratuidades é de cerca de 15%. No Distrito Federal, o percentual de passageiros que não pagam pela passagem é de 33%.

 

Passe livre para estudantes da rede privada custou R$ 109 milhões

Com base nessas estatísticas divulgadas pelo GDF, o custo do passe livre para estudantes da rede particular no ano passado ficou em R$ 109 milhões. Técnicos do governo defendem uma mudança na legislação para que haja um recorte de renda na concessão do benefício. De acordo com dados do Siggo, a gratuidade para portadores de necessidades especiais passou de R$ 56,2 milhões, em 2013, para R$ 97,3 milhões, no ano passado. Além dos deficientes, um acompanhante também tem direito a passagem gratuita. Dos 66,1 mil portadores de necessidades especiais cadastrados no DFTrans, 39,9 mil têm acompanhantes cadastrados, o equivalente a 65% do total.

 

Debate preocupa escolas particulares

 

A possibilidade de suspensão do passe livre para estudantes de instituições privadas é uma preocupação para o Sindicato das Escolas Particulares. O presidente da entidade, Álvaro Domingues, afirma que mais de 80% dos colégios privados atendem famílias com renda de até R$ 5 mil. “Essa discussão não pode ser feita em cima de um paradigma falso, de que os alunos de escolas particulares são todos abastados. A maioria das 503 escolas credenciadas são de pequeno ou médio porte, e atendem crianças de regiões como Ceilândia, Gama e Planaltina”, alerta Domingues.

2 thoughts on “Gastos com passe livre subiram 164% em três anos

  1. Tem que acabar com essa farra do boi, alunos de escolas particulares tem que pagar passagens, quem vai pagar essa bagunça

  2. Simples. Para escolas particulares, só fazer o desconto baseado no preço da mensalidade. Acredito que um alunoi do Sigma tenha condições de pagar a passagem, então, desconto zero.

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