Celina precisa abrir portas no governo federal

Publicado em CB.Poder

Um dos principais desafios da governadora eleita Celina Leão (PP) será restabelecer a boa relação com o governo do presidente Lula, desgastada na campanha eleitoral. Houve embates sobre o socorro ao BRB e divergências ideológicas. Mas campanha é campanha. Governo é governo. O GDF vai precisar de ajuda federal para buscar soluções não só para o banco, como também para manter as regras de atualização do Fundo Constitucional do DF e de aval para projetos financiados por organismos internacionais. Celina tem habilidade para buscar o diálogo e ajudar a intermediar interlocuções entre Lula e as senadoras bolsonaristas do DF. O único caminho impossível é o das portas fechadas.

União faz a forcinha

A executiva nacional do PDT aprovou, na sexta-feira, a entrada da sigla numa federação partidária com o Solidariedade, Partido Renovação Democrática (PRD) e Avante. O colegiado deliberou, ainda, o indicativo favorável à inclusão do PSB na associação partidária.

Cabo eleitoral

A senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) trabalha ativamente nas articulações para a disputa à Presidência do Senado, ajudando na campanha do senador Rogério Marinho (PL-RN). É uma das principais estrategistas.

Interceptações

Para especialistas em combate ao crime organizado, uma medida considerada fundamental para desbaratar operações de lavagem de dinheiro seria a possibilidade de interceptações telefônicas, com autorização judicial, de comunicações em todas as plataformas administradas por bigtechs. O monitoramento, antes feito por quebra do sigilo telefônico, hoje não funciona mais porque as pessoas usam outras formas de contato.

Suspense

O ministro Edson Fachin, do STF, homologou a delação premiada do empresário João Carlos Mansur, ex-dono da Reag. Vêm aí mais informações que podem levar a esclarecimentos sobre o que aconteceu nas operações envolvendo o BRB.

Modelo a ser discutido

Quando tomou posse como governador, em 2007, José Roberto Arruda preparou um decreto com as exonerações de todos os comissionados. Mas excepcionou alguns órgãos: Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Procuradoria-geral do DF. Os termos do decreto que a governadora Celina Leão vai lançar em 31 de dezembro ainda estão sendo discutidos.

Fábrica de Leis Simbólicas

De 1989 a 2025, 955 novas leis focam exclusivamente em datas comemorativas, nomes de obras públicas, títulos e homenagens. Significa que uma em cada quatro leis aprovadas pelo Legislativo Federal possui caráter simbólico. Esse é um dos temas do livro A Fábrica de Leis Simbólicas, do cientista político e doutorando no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), com pesquisa em comportamento político e mudanças constitucionais, Jorge Mizael. Ele é fundador da Metapolítica, consultoria premiada em 2020 pela Washington Academy of Political Arts and Sciences e indicado em 2021 como Consultor Político Revelação pela mesma instituição. Sócio-proprietário da LAG – Lista de Autoridades Governamentais, detentora do maior banco de contatos governamentais do Brasil, com mais de 50 mil agentes públicos mapeados.

Mandou bem

O Senado aprovou, em primeiro e segundo turnos, a PEC da Segurança Pública que insere o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição Federal, integrando órgãos federais, estaduais e municipais no planejamento e execução de políticas de segurança. Também estabelece sanções severas para chefes de facções criminosas, milícias e grupos paramilitares, como a obrigatoriedade de cumprimento de pena em presídios de segurança máxima e restrições a benefícios penais (como progressão de regime, saídas temporárias e liberdade provisória).

Mandou mal

Uma instituição de ensino do DF deixou de tomar providências contra a violência física e humilhação praticada por um aluno contra um colega com deficiência auditiva severa, numa clara ação de bullying, e foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios a pagar uma indenização de R$ 10 mil à vítima. Para o TJDFT, houve falha no dever de proteção e vigilância da instituição, que tinha conhecimento prévio dos conflitos entre os alunos e não adotou medidas suficientes para evitar a escalada da violência. A situação se repete em outras escolas.

Enquanto isso… Na sala de Justiça

O procurador-geral de Justiça do DF, Georges Seigneur, e a procuradora-geral de Justiça nomeada para o biênio 2026-2028, Claudia Tomelin, foram homenageados, na quinta-feira, em reunião do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), em Salvador (BA). A reunião enfatizou a despedida de Georges Seigneur do colegiado e da Presidência da Linha Unificada do Ministério Público Estratégico (Lume), estrutura vinculada ao CNPG que coordena a atuação articulada do Ministério Público brasileiro perante o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O encontro também foi marcado pela apresentação de Claudia Tomelin, nomeada pelo presidente Lula para comandar o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

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