Coluna Eixo Capital, publicada nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, por Ana Dubeux.
A versão candanga do “gostoso da Paulista”
Várias celebridades participaram do ato pró-reeleição do presidente Lula, em São Paulo, no último domingo. Mas nenhuma roubou tanto a cena quanto o “gostoso da Paulista”. O apelido foi dado ao rapaz que viralizou ao subir no alto de uma parada de ônibus e exibir, além de suas convicções políticas, um corpo capaz de desviar a atenção até dos discursos.
De calça de moletom cinza, sem camisa e com uma balaclava vermelha cobrindo o rosto, o jovem conseguiu um feito raro: dar uma trégua na polarização e transformar a militância em plateia. A identidade segue um mistério. Há quem aposte que seja um internauta de perfil fechado no Instagram, que se apresenta como “apenas um rapaz latino-americano”.
Seguimos curiosos. E Brasília, que não perde uma disputa, quer lançar seu próprio candidato ao título em manifestação hoje na Esplanada.
Governadora joga apoeira

Rua do lazer com Celina Leão
A governadora Celina Leão trocou o protocolo pelos movimentos da capoeira durante visita à Rua do Lazer, no Parque Linear da Avenida Hélio Prates, em Ceilândia, ontem. Ao encontrar integrantes do Centro Cultural Arte Luanda, não ficou só na plateia: entrou na roda e arriscou alguns movimentos ao lado dos praticantes. Entre um gingado e outro, ouviu as demandas do grupo e anunciou a construção de um espaço coberto para a prática da capoeira, reivindicação antiga dos capoeiristas.
Garimpo de volta
Mulheres da etnia yanomami gravaram um vídeo em apoio a Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Elas afirmam temer a volta dos garimpeiros que provocaram ações de violência e desmatamento na floresta. Segundo elas, o desmatamento significa a impossibilidade da sobrevivência do povo yanomami. No vídeo, as mulheres indígenas, de diversas idades, improvisaram um canto de apoio a Lula na língua yanomami.
Não convide para a mesma sessão…
“Não tem melhor do que um dia atrás do outro, com uma noite no meio.” A frase de João Virgínio, em Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, me foi lembrada, ontem, por um ministro do STF, ao refletir sobre o delicado momento do desafeto Nunes Marques, presidente do TSE. Às vezes, a sabedoria popular diz mais do que qualquer análise. O resto, o tempo dirá.
Indignação
Constituintes de 1988 preparam um duro manifesto em defesa da Carta Magna diante das declarações do candidato Flávio Bolsonaro e de parlamentares eleitos que defendem mudanças imediatas na Constituição. Os signatários criticam o tom antidemocrático das manifestações, sobretudo de representantes que exaltam a herança da ditadura. Articulado pelo professor Hermes Zaneti, um dos constituintes e autor de dispositivos sobre o voto aos 16 anos e a auditoria da dívida externa, o documento deve ser divulgado hoje.
Em sermão, arcebispo de Brasília critica polarização política: “Somos irmãos”
Durante homilia na Esplanada dos Ministérios, cardeal Dom Paulo Cezar Costa pediu diálogo e reconciliação no atual cenário político: “Não podemos construir uma sociedade de inimigos, porque esse não é o caminho da fé. Somos irmãos entre nós”.
Flávio vai à Catedral para missa em homenagem a Nossa Senhora
Senador e candidato à Presidência foi recebido pelo padre Agenor Vieira durante solenidade na Catedral de Brasília, nesta segunda-feira, acompanhado de representantes da comunidade evangélica.
96 e contando…

Material cedido ao Correio
Sarney diz que se recupera bem da cirurgia, agradece à equipe do Hospital UDI e destaca o carinho e os cuidados da sobrinha, a médica Dra. Julinha.
À QUEIMA-ROUPA Com Fábio Félix

Fábio Félix na Maratona de Brasília 2026. Prova em homenagem ao aniversário de Brasília
Bancada LGBTQIA triplica de tamanho no Congresso
A que você atribui o crescimento significativo da bancada LGBTQIA na Câmara Federal nessas eleições?
FF: Isso mostra que uma parte grande da população tem reconhecido a importância da representatividade política, e que essa representatividade tem impacto direto nas políticas públicas.
Qual o efeito prático dessa mudança?
FF: Será muito importante essa bancada atuar em conjunto, até porque, por parte da extrema direita que cresceu no Parlamento de forma geral, há sempre uma tentativa de cassar os direitos da comunidade LGBT. E há uma omissão histórica do Congresso nesses direitos, tanto é que o Congresso nunca aprovou projetos que beneficiem e garantam direitos da população LGBT brasileira.
O Congresso foi omisso, mas o STF agiu…
FF: Tudo o que nós temos hoje aqui, desde 2011, o casamento civil igualitário; 2019, a criminalização da LGBTfobia; em seguida, o reconhecimento da identidade de gênero, todas são decisões do Supremo Tribunal Federal.
Você está confiante mesmo com a vitória acachapante da direita?
FF: Então, agora é fundamental que a gente tenha, com essa bancada, a organização de uma grande frente parlamentar no Congresso para enfrentar o desafio da tentativa dos retrocessos por parte da extrema direita e também para apresentar para a população que hoje conhece muito bem a população LGBT e a necessidade de nós avançarmos nos nossos direitos.

