Como fazer Brasília depender menos do funcionalismo público?

Publicado em CB.Poder

*Coluna Eixo Capital publicada neste domingo por Ana Maria Campos

Candidatos ao Governo do Distrito Federal respondem como fazer Brasília depender menos do funcionalismo público:

Celina Leão (PP)

“Brasília não precisa ter menos servidores públicos. Precisa ter mais empresas, mais empreendedores e mais empregos privados. O serviço público faz parte da identidade da nossa cidade e é uma força da nossa economia. O desafio é fazer outros setores crescerem cada vez mais. Brasília tem todas as condições para ser, também, uma capital de tecnologia, inovação, saúde, educação, economia criativa, turismo, eventos e serviços de alto valor agregado. Temos mão de obra qualificada, universidades, um grande mercado consumidor e uma localização estratégica no centro do país. O nosso aeroporto é um ótimo exemplo disso. É um dos principais hubs do país, que conecta Brasília ao Brasil e ao exterior e amplia nosso potencial para negócios, turismo e eventos. O papel do governo é criar ambiente para quem quer investir e gerar emprego: reduzir burocracia, dar segurança jurídica, garantir infraestrutura para quem produz, qualificar trabalhadores e aproximar empresas, universidades e investidores. Já avançamos muito nisso. O tempo de abertura de uma empresa no DF, que já chegou perto de um mês, hoje é inferior a três horas, e estamos ampliando o apoio a startups e empresas inovadoras. A nossa visão é muito simples: diversificar a economia de Brasília não significa enfraquecer o setor público. Significa construir um setor privado muito mais forte ao lado dele. É assim que Brasília vai gerar mais oportunidades, principalmente para os nossos jovens, atrair novos investimentos e ampliar cada vez mais a participação da iniciativa privada na geração de emprego e riqueza”.

Leandro Grass (PT)

“Saindo das fórmulas há anos repetidas e ineficientes e dando uma virada radical e com visão de futuro na nossa economia, para fazer de Brasília a capital da tecnologia, especialmente a voltada para o desenvolvimento de políticas públicas. Ou seja, aproveitar as características que só Brasília tem no Brasil para produzir, vender e exportar soluções tecnológicas para o serviço público. Soluções que serão testadas e aplicadas no GDF e vendidas para os governos federal, estaduais e municipais, para o Judiciário, para o Legislativo e para outros países, especialmente da América e da África. Não é parque tecnológico, é muito mais que isso, é a criação de um ambiente tecnológico envolvendo todas as cidades, incentivando a formação acadêmica e profissional  e criando milhares de empregos e oportunidades para empreender, especialmente para os jovens. Em vez de depender do serviço público, vamos ter melhores serviços públicos para os brasilienses e uma economia moderna que cresce por mérito próprio, reduzindo substancialmente as enormes desigualdades sociais e regionais que temos no DF”.

Kiko Caputo (Novo)

“O caminho é fortalecer todos os setores da nossa economia. Vamos melhorar o ambiente de negócios, reduzir a burocracia, dar segurança jurídica para quem quer investir e apoiar pequenos e médios empreendedores com crédito, capacitação de pessoas e acesso a mercados. Também queremos desenvolver setores com enorme potencial no DF, como tecnologia, inovação, economia criativa, turismo, logística e agroindústria, respeitando e aproveitando a vocação de cada região. Queremos criar as condições para que mais empresas nasçam, cresçam, invistam e gerem empregos no setor privado. Nosso plano inclui desenvolvimento do Parque Tecnológico de Brasília, com a integração com o setor educacional, a criação do HUB DF Inovador, apoio a startups e jovens empreendedores, fortalecimento e ampliação do PROSPERA, atração de novos investimentos e incentivos vinculados à geração efetiva de emprego e desenvolvimento”.

Paula Belmonte (PSDB)

“Precisamos diversificar a nossa economia para gerar mais empregos, renda e oportunidades no setor privado. E uma das nossas grandes apostas é a tecnologia e a inovação. Está no nosso Plano de Governo a construção do Vale do Silício de Brasília, aproveitando uma vocação que a nossa cidade já tem: universidades, centros de pesquisa, profissionais altamente qualificados, empresas de tecnologia e uma enorme capacidade de produzir conhecimento. Queremos transformar esse potencial em desenvolvimento econômico, criando um ambiente que estimule startups, empresas de base tecnológica, inovação e novos negócios, aproximando universidades, iniciativa privada e poder público. Também vamos fortalecer as vocações econômicas de cada Região Administrativa, apoiar o comércio, os serviços, a economia criativa, o turismo, a construção civil e o agronegócio. E o BRB precisa voltar a cumprir efetivamente seu papel de banco regional, fomentando a economia do Distrito Federal e oferecendo crédito para quem empreende e gera emprego. O nosso objetivo é fazer de Brasília não apenas a capital administrativa do Brasil, mas também uma capital da tecnologia, da inovação, do empreendedorismo e das oportunidades”.

Ricardo Cappelli (PSB)

“Brasília precisa diversificar sua economia para depender menos do funcionalismo público, aproveitando melhor as vocações que já tem. Nós somos um hub nacional da aviação e temos todas as condições de nos transformar também em um grande hub logístico. Ao mesmo tempo, o Distrito Federal concentra uma quantidade enorme de mestres, doutores, pesquisadores e profissionais altamente qualificados. A indústria do século 21 não é mais chaminé e fumaça. É tecnologia, inovação, sustentabilidade e conhecimento. E, para isso, o ativo mais importante é capital humano altamente qualificado. Isso Brasília tem de sobra. O que falta é projeto, planejamento e decisão política. Nós vamos garantir os recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), fortalecer a pesquisa, investir no Biotic e estimular polos de inovação nas cidades, respeitando a vocação de cada região. Brasília pode ser referência nacional em biotecnologia, bioeconomia e tecnologia da informação e comunicação. Nossa meta é clara: transformar o Distrito Federal no Planalto do Silício, fazendo da inovação um novo vetor de desenvolvimento, geração de empregos e renda para a população”.

José Roberto Arruda (PSD)

“Brasília nasceu como capital e deve ao serviço público parte essencial da sua história, da sua qualidade de vida e da sua identidade — o funcionalismo é, e seguirá sendo, um pilar da cidade, que merece respeito e valorização. O ponto não é depender menos do servidor, e sim diversificar fontes de emprego e renda. Para isso, iremos implementar a Rede Distrital de Inovação, conectando universidades, parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras e centros de pesquisa; atrair centros globais de pesquisa e desenvolvimento, data centers e indústrias de alto valor agregado; e apoiar as startups de base tecnológica. Precisamos desburocratizar os processos para micro e pequenas empresas, tornar o empreender um caminho simples, com segurança jurídica e acesso a crédito. Também, aproveitar a condição de Capital da República e Patrimônio Cultural da Humanidade com o Programa Brasília Global, a atração de congressos, feiras e competições esportivas e a Rede Integrada de Experiências Turísticas, que conecta patrimônio, arquitetura, natureza, gastronomia, cultura e ciência. Somam-se a isso o Programa Distrital de Economia Criativa e Inovação e o fortalecimento das cadeias do audiovisual, design, gastronomia, moda e artes digitais, setores intensivos em mão de obra e geração de renda. É necessário usar a posição central do país e a infraestrutura consolidada do DF como plataforma de desenvolvimento, com integração metropolitana, cidades inteligentes e a reorganização das estruturas logísticas, como o Anel Viário e a realocação de equipamentos de abastecimento (Ceasa, armazéns e silos), para descentralizar a economia e fortalecer novas centralidades produtivas nas Regiões Administrativas. Diversificar a matriz econômica é dar segurança às próximas gerações e distribuir oportunidades por todo o território, transformando os ativos únicos de Brasília em prosperidade para todas as famílias do DF”.

Mandou bem

O ministro Gilmar Mendes devolveu o processo em que se discute a constitucionalidade da lei que alterou regras de inelegibilidade para que seja julgada antes das eleições, o que garante segurança jurídica para o pleito de outubro.

Mandou mal

O primeiro debate da corrida presidencial será realizado neste domingo (23/8), sem a presença do presidente Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Só papos

“Estamos há 95 dias aguardando que Flávio Bolsonaro preste contas sobre os R$ 61 milhões que recebeu do Vorcaro” – Guilherme Boulos (PSOL)

“Enquanto o aposentado brigava para recuperar o dinheiro da farmácia, da luz e da comida (dinheiro que roubaram dele), o filho do presidente falava em ‘futuro na Suíça’ com a lobista do Careca do INSS” – Flávio Bolsonaro (PL)

Enquanto isso…

Na sala de Justiça

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a constitucionalidade da Lei Complementar 219/2025 entre 11 e 18 de setembro. E o prazo para substituição de candidaturas termina em 14 de setembro, 20 dias antes da eleição, segundo as regras da Justiça Eleitoral. Assim, caso o STF julgue a lei que beneficia Arruda inconstitucional, não haverá tempo para que ele seja substituído por outro candidato ou candidata.

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