As contas públicas só não fecharão o ano no vermelho, de fato, porque cerca de R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas não serão computadas na meta de resultado primário. Diante das exceções, estima-se superávit de R$ 12,6 bilhões (0,1% do PIB)
Por SAMANTA SALLUM
As projeções dos analistas econômicos da Confederação Nacional da Indústria apontam que a política fiscal expansionista também deve contribuir para estimular a demanda e, portanto, o crescimento da atividade econômica. As despesas federais devem crescer 4,6% em termos reais, isto é, acima da inflação, impulsionadas pelo pagamento de benefícios previdenciários, gastos com pessoal e execução de despesas discricionárias em ano eleitoral.
Já a receita líquida deve aumentar 5,9%, refletindo a redução de incentivos fiscais, a limitação ao aproveitamento de créditos tributários e pelas receitas ligadas ao petróleo e por outras receitas administradas, entre outras medidas de arrecadação.
Mesmo assim, o governo federal deve encerrar o ano com déficit primário de R$ 54,6 bilhões, o equivalente a 0,4% do PIB projetado pela CNI. As contas públicas só não fecharão o ano no vermelho, de fato,porque cerca de R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas não serão computadas na meta de resultado primário. Diante das exceções, estima-se superávit de R$ 12,6 bilhões (0,1% do PIB).
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