Por SAMANTA SALLUM
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu a união do país após o processo eleitoral deste domingo. O presidente da entidade, Ricardo Alban, fez um manifesto defendendo que a sociedade supere divisões e reúna esforços pelo desenvolvimento econômico e social do país.
“Precisamos convergir para um único Brasil, uma única sociedade. E, para isso, o primeiro passo é definitivamente excluirmos do nosso vocabulário ‘nós e eles’. Temos que ser uma única nação”, afirma Alban. Ele destacou, ainda, que essa construção exige a participação da sociedade civil, dos poderes constituídos, dos trabalhadores e dos empregadores.
Projetos estruturantes
No posicionamento, Alban também ressalta que o Sistema Indústria apresentou aos candidatos, no período pré-eleitoral, o Brasil 2050. A iniciativa reúne propostas de projetos estruturantes voltados ao crescimento econômico sustentável e ao desenvolvimento social.
Desgastes do governo com o setor produtivo
O presidente Lula entrou em rota de colisão com o setor produtivo, principalmente com a CNI e a Confederação do Comércio (CNC) devido ao fim da escala de trabalho 6×1 e da taxa de importação de produtos até 50 dólares, a taxa das blusinhas. No primeiro caso, o setor produtivo se ressentiu de não ter sido devidamente ouvido e alega que a aprovação da PEC foi açodada e contaminada pelo processo eleitoral. No segundo, o comércio e a indústria brasileira se sentem prejudicados com a concorrência dos produtos importados, principalmente chineses.
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