“Humilhação e preconceito”. Vice-governadora do Distrito Federal e parlamentares bolsonaristas reagiram ao desfile de escola de samba que fez homenagem ao presidente Lula, no Rio de Janeiro. Ala da Acadêmicos de Niterói foi intitulada “neoconservadores em conserva”
Por SAMANTA SALLUM
“Aquilo não é apresentação artística. É um recado perigoso. Reduzir milhões de brasileiros a uma caricatura. Foi preconceito religioso. Compartilho minha indignação e profunda tristeza”, afirmou agora há pouco a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP).
A deputada federal Bia Kicis (PL/DF) reforçou o manifesto. Ela afirmou que o TSE também foi humilhado no desfile da Acadêmicos de Niterói, na noite de domingo, na Marquês de Sapucaí.
“Humilhação. Essa é a palavra. Humilharam o TSE, violando as regras de eleitorais, fazendo campanha eleitoral explícita. Também retrataram de forma desrespeitosa o ex-presidente Bolsonaro; e colocaram numa lata de sardinha, de conserva, todos aqueles que lutam pela família. Enlataram todos os cristãos”, frisou Kicis.
Culto em Brasília
Celina Leão se uniu ao bloco de Michelle Bolsonaro (PL) e da senadora Damares (Republicanos) no grande encontro religioso da igreja Sara Nossa Terra, que reuniu 10 mil jovens no Arena Hall. O encontro foi no sábado. E ela contou que ficou emocionada com o espaço lotado pela juventude brasiliense.
A foto tirada foi lida como prenúncio de uma chapa com Michele disputando o Senado pelo DF.
O desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói vem provocando muitas polêmicas.
O enredo virou alvo de fortes críticas pela oposição. O Partido Novo anunciou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente.




