Nova gestão será eleita em fevereiro. “O ano de 2026 será, para o atacado, um período de preparação intensa”, diz atual presidente do Sindicato, Álvaro Silveira que vai assumir a vice presidência.
Por SAMANTA SALLUM
A eleição para a nova diretoria do Sindiatacadista/DF – Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal está marcada para o dia 26 de fevereiro e terá chapa única. O registro da candidatura foi realizado na sexta-feira, confirmando o consenso entre os representantes do setor.
A chapa tem à frente o empresário Alaor Gomes Neto, diretor do sindicato (foto). O atual presidente, Álvaro Júnior, permanece na diretoria, assumindo os cargos de primeiro vice-presidente e primeiro delegado junto à Fecomércio-DF. “Assegurando continuidade administrativa e articulação institucional”, informou o sindicato à coluna.
“A definição de chapa única reforça o alinhamento interno e a confiança da categoria no projeto de gestão, voltado à estabilidade, ao diálogo e ao desenvolvimento do comércio atacadista distribuidor no DF.”
Apoio às empresas na reforma tributária
O presidente do Sindiatacadista-DF, Álvaro Silveira Júnior, alerta que o momento exige planejamento e cautela para o setor com o novo cenário tributário. “O ano de 2026 será, para o atacado, um período de preparação intensa. Mesmo sem impacto imediato nos preços por conta da reforma, há custos relevantes com adequação de sistemas, treinamento de equipes e ajustes operacionais, o que afeta diretamente a estrutura das empresas”, disse ao blog.
Diante dos novos desafios, o Sindiatacadista-DF prepara uma agenda de cursos, workshops e uma estrutura permanente de esclarecimentos aos associados, com o objetivo de orientar sobre as mudanças da Reforma Tributária, seus impactos práticos e as melhores estratégias de adequação.
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Adaptação operacional
As empresas precisam adequar seus sistemas, processos e rotinas para atender às novas exigências fiscais, especialmente no que se refere à emissão de Notas Fiscais no novo modelo previsto pela reforma. Embora a Reforma Tributária não produza efeitos econômicos diretos sobre os preços dos produtos ao longo de 2026, o setor atacadista no Distrito Federal já sente os reflexos da da necessidade de adaptação operacional.
Pressão sobre custos logísticos
Além da Reforma Tributária, alterações legislativas recentes já elevaram a carga tributária incidente sobre o consumo, com mudanças no PIS e na Cofins, bem como no IRPJ e na CSLL para empresas optantes pelo Lucro Presumido. Esse cenário atinge de forma transversal a cadeia de abastecimento, pressionando custos logísticos e de prestação de serviços que orbitam o setor atacadista.
“O atacado é um elo estratégico da economia. Quando prestadores de serviços têm aumento de carga tributária, esse impacto tende a ser repassado ao longo da cadeia, influenciando custos de armazenagem, transporte e distribuição”, destaca Álvaro Júnior.
Mais pontos de preocupação
Outro ponto de preocupação é a tributação sobre a distribuição de lucros, que volta ao debate e gera insegurança para o ambiente de negócios. Segundo o Sindiatacadista-DF, a medida pode reduzir a capacidade de investimento das empresas em um contexto já marcado por mercado instável e elevada inadimplência.
Riscos
“Tributar novamente a distribuição de lucros significa penalizar o empreendedor em um valor que já foi tributado na pessoa jurídica. Isso reduz fôlego financeiro, desestimula investimentos e pode comprometer a competitividade das empresas”, avalia o presidente da entidade.
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