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Em clima tenso, presidente do BRB não abre mão de carta branca para trabalhar

Publicado em Coluna Capital S/A

Por SAMANTA SALLUM 

Está em altíssima tensão o clima dentro do BRB, mais especificamente no Conselho Administrativo do banco. Diante da recusa de Marcelo Talarico de sair da presidência do colegiado, o presidente do banco, Nelson de Souza, se viu obrigado a convocar uma assembleia extraordinária dos acionistas para destituí-lo. Bem ao estilo “se não sai por bem, sairá por mal.” Talarico continua afirmando, em tom enérgico, em seu meio, que não aceita ser retirado da função.

Ele faz parte do conselho desde 2018, ainda no governo de Rodrigo Rollemberg. Mas foi na gestão de Paulo Henrique Costa no BRB que alçou prestígio, chegando não só a presidência do colegiado como também à chefia da comissão de auditoria. Função que complica a situação dele no caso Master. Pois, se ocorreram irregularidades nas operações com o BRB, não teria detectado ou deixado passar. Motivos para que Nelson de Souza queira a sua saída do banco. E também de Luis Fernando de Lara Resende, ambos de altíssima confiança do ex-presidente do banco.

Indicação de Edison Garcia

Nelson não abre mão da carta branca dada pelo governador Ibaneis Rocha para tocar o banco, depois da saída de Paulo Henrique em meio a denúncias de irregularidades na operação com o banco Master. Antes de ser uma indicação do GDF, o nome de Edison Garcia para substituir Talarico no conselho é do próprio Nelson.

Edison já tinha presidido o conselho do BRB entre 2021 e 2022. Saiu para assumir cadeira no conselho da Petrobras. Foi quando Talarico foi levado, com a ajuda de Paulo Henrique, à presidência do conselho.

Vale lembrar que Nelson de Souza também presidiu o Conselho Administrativo do BRB no início do mandato de Ibaneis. Mas saiu por pressão de Paulo Henrique junto ao governador.

Federalização do banco

Vem ganhando força a articulação, que passa pelo Palácio do Planalto e pelo Ministério da Fazenda, para a federalização do BRB. E o aporte de socorro financeiro viria do Fundo Constitucional do DF.

Sobre o banco Master e seus efeitos no sistema financeiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que “podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país.”

Pedido de explicações ao GDF

Vice-presidente da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle, a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) protocolou requerimento para convocar o presidente do BRB e secretários do GDF a prestarem esclarecimentos na Câmara Legislativa (CLDF). A parlamentar questiona o uso de recursos do contribuinte para socorrer o banco em meio à crise fiscal e a declaração de Ibaneis de que haveria queda de arrecadação no Distrito Federal.

“A sociedade não pode arcar com prejuízos decorrentes de decisões temerárias da alta cúpula do banco”, disse.

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