Presidente nacional do PT foi alvo de críticas do ministro Alexandre de Moraes do TSE. Servidores do setor manifestam repúdio à fala da petista na Câmara dos Deputados
Por Samanta Sallum
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e Ministério Público da União no DF (Sindjus) manifestou repúdio às declarações da deputada Gleisi Hoffmann (PT/PR), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, durante reunião da comissão especial que analisa a PEC 9/2023, conhecida como a PEC da Anistia, na Câmara dos Deputados.
Ela criticou a Justiça Eleitoral dizendo que “algo estaria errado” no fato de o Brasil ser o único país a ter esse sistema constituído. “A deputada demonstra total desconhecimento sobre a importância e a relevância desse ramo da justiça para o exercício da cidadania e a democracia brasileira”, frisa o Sindicato.
Segundo o Sindjus, que representa servidores da Justiça Eleitoral no DF/AC/RO/RR/TO, as afirmações da deputada desvalorizam o trabalho realizado por mais de 15 mil funcionários “em prol da democracia e soberania popular, por meio da garantia dos direitos políticos dos cidadãos.”
Unindo petistas e bolsonaristas
Gleisi chegou a dizer, na quarta-feira, que a existência da Justiça Eleitoral era “absurda”. A declaração foi durante o debate sobre o texto que visa conceder o perdão para as multas aplicadas aos partidos que não cumpriram a cota de gênero nas eleições passadas. Também os desobriga de lançarem 30% de candidatas mulheres nos próximos pleitos. Essa PEC, por sinal, está unindo a favor dela, representantes da esquerda e da direita. A deputada Bia Kicis (PL/DF) também defendeu o proposta.
A presidente nacional do PT voltou a falar no assunto hoje e afirmou que o ministro Alexandre de Moraes foi “impelido” a sair em defesa da instituição. Ela, no entanto, disse ter sido mal compreendida sobre a crítica à Justiça Eleitoral. O episódio gerou diversas reações, entre elas a do presidente do Tribunal Superior Eleitoral. “Somos o única democracia do mundo a apurar e divulgar os resultados eleitorais no mesmo dia , com competência, agilidade e segurança. Isso é motivo de orgulho e não de agressões infundadas”, reagiu Moraes.
“Fiz uma crítica muito dura à Justiça Eleitoral, especificamente ao corpo técnico, que reiteradamente não se atém aos aspectos técnicos da prestação de contas. Faz interpretações e fere a jurisprudência. Reclamam dos partidos políticos, mas nós temos um custo da Justiça Eleitoral. É três vezes quase o que custa a campanha eleitoral. Numa democracia como nós estamos, qualquer instituição é passível de crítica e de ser discutida”, afirmou Gleisi.
Veja trechos da nota do Sindjus:
“A Justiça Eleitoral desempenha papel fundamental na organização e na condução das eleições, assegurando a lisura, a transparência e a igualdade de oportunidades no processo eleitoral. Os servidores da Justiça Eleitoral são responsáveis por garantir a efetividade do voto, a apuração correta dos resultados e a fiscalização das campanhas eleitorais, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.”
“O Sindjus reforça seu compromisso em defender os servidores, bem como a independência e a imparcialidade do Poder Judiciário, incluindo a Justiça Eleitoral, e repudia qualquer tentativa de descredibilizar ou enfraquecer essa instituição essencial para a democracia brasileira.”
“Por fim, o Sindjus exige respeito e reitera seu apoio incondicional à Justiça Eleitoral e aos valorosos servidores que desempenham suas funções com competência, responsabilidade e lisura, reafirmando a importância de seu trabalho para a consolidação do Estado Democrático de Direito no Brasil.”
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