
Brasília recebe, nesta semana, um encontro que une literatura, reflexão crítica e direito. O autor Ênio Chrystian Goulart de Oliveira lança sua obra “A codificação da linguagem como ferramenta jurídica: facilitadora ou dificultadora do acesso aos direitos fundamentais”, publicada pela Tagore Editora, por meio do selo Trampolim Jurídico.
O evento acontece no tradicional Restaurante Beirute, dentro do programa Beiracultural, na CLS 109, a partir das 18h, com início da programação às 19h. A proposta é ir além de um lançamento convencional: trata-se de um espaço de diálogo sobre um dos temas mais urgentes do direito contemporâneo — a forma como a linguagem pode aproximar ou afastar o cidadão da justiça.
A obra nasce de uma inquietação central: o direito, que deveria garantir acesso, muitas vezes se transforma em barreira. Ao analisar a linguagem jurídica, o autor revela como o excesso de formalismo, o jargão técnico e a retórica complexa podem dificultar a compreensão por parte da sociedade.
Ao longo do livro, Ênio Christian percorre temas fundamentais como a relação entre linguagem e poder, o fenômeno do bacharelismo no Brasil, a dificuldade de compreensão das decisões judiciais e os caminhos possíveis para uma comunicação mais clara no direito.
Mais do que uma análise acadêmica, a obra propõe uma mudança de cultura: tornar o direito inteligível, acessível e verdadeiramente democrático. Nesse sentido, o livro dialoga com tendências contemporâneas como o Legal Design e o Visual Law, que buscam simplificar a comunicação jurídica sem perder sua precisão.
O lançamento no Beirute reforça a vocação do espaço como ponto de encontro da cultura brasiliense. O público terá a oportunidade de conversar com o autor, conhecer os bastidores da obra e refletir sobre o papel da linguagem na construção da cidadania.
E se o maior obstáculo para acessar a justiça não fosse a lei, mas a forma como ela é dita?
Em A codificação da linguagem como ferramenta jurídica, Ênio Christian mergulha em uma questão inquietante: a linguagem do direito — repleta de termos técnicos, estruturas complexas e tradição retórica — pode estar afastando exatamente aqueles que deveria proteger.
Ao percorrer a história, os vícios e as práticas do discurso jurídico no Brasil, o autor revela como palavras podem construir pontes ou erguer muros invisíveis entre o cidadão e seus direitos. Entre análises críticas e propostas inovadoras, o livro convida o leitor a repensar o papel da linguagem como instrumento de poder — e de transformação.
Uma obra essencial para juristas, estudantes e todos que acreditam que compreender o direito é o primeiro passo para exercê-lo.

